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Empresário que deixou Stanford para digitalizar a economia atacadista do Brasil

Praso, de Recife, amplia atuação no atacado com IA e crédito estruturado, mirando chegar a um bilhão de reais de receita em dois anos

Samuel Prado, fundador da Praso
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  • Praso, criada em 2021 em Recife por Samuel Carvalho e Fernando Hilfinger, utiliza tecnologia para digitalizar o atacado B2B de restaurantes.
  • Atende mais de dez mil restaurantes em Pernambuco, Ceará e Paraíba, com cerca de cento e vinte funcionários e receita anual superior a R$ trêscentos milhões; run rate acima de R$ 320 milhões; objetivo de chegar a um bilhão nos próximos dois anos.
  • Opera com dois centros de distribuição, em Recife e Fortaleza, com participação de mercado entre oito e dez por cento em Recife e menos de cinco por cento na região metropolitana de Fortaleza.
  • Levou US$ 24 milhões em rodadas seed e Series A, com investidores como Base Partners, Valor Capital Group, NFX, Feroz Dewan e um family office ligado a Tasso Jereissati; atingiu breakeven em 2025.
  • Planos até 2030 incluem expansão geográfica, criação de time dedicado à inteligência artificial para precificação, recomendação de produtos e automação de crédito, visando receita superior a R$ 3 bilhões.

Samuel Carvalho, empresário鹿 e cofundador da Praso, deixou Stanford para digitalizar o atacado B2B no Brasil. Fundada em 2021 em Recife por ele e pelo CTO Fernando Hilfinger, ambos ex-alunos de universidades de alto desempenho, a startup atua com tecnologia para ampliar a eficiência de restaurantes. A iniciativa nasceu ao perceber o gap entre varejo digitalizado e o atacado ainda analógico.

A Praso atende hoje mais de 10 mil restaurantes em Pernambuco, Ceará e Paraíba, com cerca de 130 funcionários. A empresa registra receita anual superior a R$ 300 milhões e run rate acima de R$ 320 milhões, com o objetivo de atingir um bilhão de reais de faturamento nos próximos dois anos. O foco é combinar marketplace, logística e crédito para o atacado.

A operação envolve dois centros de distribuição, em Recife e Fortaleza, e a participação de mercado ainda é modesta nas praças em que atua: entre 8% e 10% no Recife e abaixo de 5% na região metropolitana de Fortaleza. O fundador aponta espaço para expansão antes de abrir novas praças.

Modelo e visão

O ecossistema da Praso busca oferecer infraestrutura digital para o atacado, reduzindo dependência de distribuidores tradicionais. Segundo Carvalho, a empresa entrega margem operacional cerca de 2,5 vezes maior que a de distribuidores offline, com decisões guiadas por dados e pricing, crédito e logística estruturados.

A estratégia inclui o uso de dados de compra para prever demanda, evitar rupturas de estoque e estruturar crédito com base no comportamento transacional. A ideia é substituir o modelo de decisão “no olho” por inteligência orientada a dados.

Investimentos e trajetória

Desde 2021, a Praso levantou aproximadamente US$ 24 milhões em rodadas seed e Series A. Investidores incluem Base Partners, Valor Capital Group, NFX, além de nomes como Feroz Dewan e um family office ligado a Tasso Jereissati. O suporte de investidores que não conheciam Recife ou Fortaleza reforça a aposta na tese e no time.

A empresa atingiu o breakeven em 2025, menos de quatro anos após a fundação, o que ampliou a capacidade de crescer com capital próprio. A partir de agora, a prioridade é expansão geográfica e tecnológica, com planos de chegar a novas praças no próximo ano.

A missão da Praso é transformar o abastecimento de estabelecimentos em uma experiência digital recorrente e previsível, mantendo o foco no setor atacadista tradicional e na eficiência operacional.

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