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Promessas eleitorais no Nepal não impedem êxodo jovem

Desemprego entre jovens no Nepal atinge 20,6%, impulsionando migração de trabalhadores ao exterior, enquanto partidos prometem até 1,5 milhão de vagas

People preparing to leave the country and apply for foreign employment learn to weld at Motherland Overseas, a recruitment agency, as Nepal's biggest political parties vow to fix the outflow of workers ahead of the elections of the House of Representatives scheduled for March 5, triggered by historic youth-led protests fuelled by the lack of jobs and endemic corruption that forced an elected prime minister to resign, in Kathmandu, Nepal, February 22, 2026. REUTERS/Navesh Chitrakar
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  • A taxa de desemparo entre jovens no Nepal é de 20,6%, a maior da região, com muitos buscando trabalho no exterior.
  • Cerca de 3 milhões de nepaleses de 30 milhões de habitantes trabalham fora do país, principalmente no Oriente Médio; cerca de 1.500 jovens deixam o Nepal por dia.
  • O Nepal vai às urnas em cinco de março, em meio a protestos liderados pelos jovens por falta de empregos e corrupção.
  • Os grandes partidos prometem criar milhões de vagas: a Rastriya Swatantra Party quer 1,2 milhão de empregos e o Nepali Congress, 1,5 milhão, para reduzir a migração forçada nos próximos cinco anos.
  • Em 2024, as remessas de trabalhadores nepaleses somaram 1,44 trilhão de rúpias, cerca de 25% do PIB, destacando o peso das transferências na economia, apesar de a média salarial manter-se baixa.

Nepal enfrenta una crise de empregos entre jovens, fosse marcada por migração forçada e promessas eleitorais. Em Kathmandu, jovens buscam formação para atuar no exterior, enquanto o país se prepara para as eleições de 5 de março.

Rahul Pariyar, 21 anos, treina para trabalhos de alvenaria e limpeza em edifícios de alto padrão, com remuneração muito superior à do Nepal. Ele afirma que prefere ficar com a família, porém as remunerações em Dubai são cerca de quatro vezes maiores.

Dados oficiais apontam taxa de desemprego entre jovens de 20,6%, a mais alta da região. Aproximadamente 3 milhões dos 30 milhões de nepaleses trabalham no exterior, principalmente no Oriente Médio, segundo especialistas do setor.

Estimativas da Federação Nacional de Sindicatos de Nepal indicam que cerca de 1.500 jovens saem do país a cada dia para emprego no exterior, citando instabilidade política, falta de oportunidades e salários baixos como motivos.

Mahesh Raj Dahal, da Motherland Overseas, observa aumento recente no fluxo de trabalhadores que buscam vagas no exterior nos últimos seis meses, alimentado pela crise econômica interna e pela instabilidade política.

O êxodo tem deixado diversas comunidades rurais com menos trabalhadores em idade ativa, deixando crianças e idosos como parte relevante da população. O tema se tornou central no debate eleitoral.

Promessas de empregos

Os maiores partidos destacam planos para conter a migração work-out: o Rastriya Swatantra Party aposta em 1,2 milhão de novos empregos; o Nepali Congress promete 1,5 milhão e redução de metade da saída de trabalhadores nos próximos cinco anos.

Especialistas criticam a viabilidade dessas metas, apontando histórico de instabilidade política, mudanças rápidas de governo e falhas na indústria local como entraves estruturais.

Keshav Acharya, economista, ressalta que Nepal se moveu de economia agrícola para serviços sem desenvolver a manufatura, criando dependência de empregos informais e serviços de baixa produtividade.

Desafios estruturais incluem volatilidade de políticas, infraestrutura insuficiente, governança fraca e defasagem de habilidades, com o Banco Mundial destacando queda da manufatura como motor de crescimento no crédito.

Entre os números recentes, as remessas enviadas por trabalhadores nepaleses ao exterior somaram 1,44 trilhão de rúpias no ano fiscal encerrado em 15 de julho de 2024, equivalente a quase 25% do PIB, segundo o banco central.

Caminhos e perspectivas

Joias da área de desenvolvimento apontam que o século XXI requer diversificação econômica, investimentos em indústria e formação profissional para reduzir a dependência de migração.

Na capital, alguns jovens aguardam que o resultado eleitoral traga políticas estáveis, com maior geração de empregos no mercado doméstico, além de ampliar redes de treinamento técnico.

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