- A Amazon superou o Walmart em receita, tornando-se o maior conglomerado dos EUA em 2025, com cerca de US$ 717 bilhões, ante US$ 713 bilhões do Walmart.
- A empresa expandiu de livraria online para um portfólio diversificado, apoiado por logística própria e crescimento em nuvem, publicidade digital e serviços a vendedores terceiros.
- O movimento sinaliza uma mudança de paradigma no varejo, que passa a depender de plataformas digitais, algoritmos e marketplaces em vez de apenas lojas físicas.
- No Brasil, o mercado de aluguel de galpões industriais manteve atividade aquecida no 3º trimestre de 2025, com absorção bruta de 454 mil m² e vacância de 7,5%.
- Projeções para 2026 no setor de construção indicam crescimento moderado, entre 2% e 2,7% (podendo chegar a 3,4%), dependendo de crédito, habitação e investimentos em infraestrutura, com desafios como custo de mão de obra e carga tributária.
O ecossistema de negócios dos EUA passou por uma transformação importante: a Amazon tornou-se a maior empresa do país em receita, superando o Walmart. Em 2025, a gigante de Jeff Bezos registrou cerca de 717 bilhões de dólares, ante 713 bilhões da varejista tradicional. A mudança marca o fim de mais de uma década de domínio do Walmart.
Ao longo de 17 anos, a Amazon foi evoluindo de livraria online para um conglomerado diversificado. Entre as apostas está a computação em nuvem, publicidade digital e serviços a vendedores terceiros, alavancados por uma rede logística própria cada vez mais sofisticada. A empresa passou de pouco mais de 100 bilhões de dólares em 2015 para patamar superior a 700 bilhões em 2025.
Mudança de paradigma no varejo
O cenário aponta para uma indústria dominada por plataformas digitais. Algoritmos, marketplaces e assinaturas passaram a conectar consumidores e vendedores com oferta quase infinita, reduzindo a dependência de lojas físicas convencionais. O Walmart acelera a transformação digital, enquanto a Amazon consolida o domínio online.
Nestlé redefine foco estratégico
A Nestlé pretende transferir a divisão de sorvetes para a Froneri, em operação já em curso. Em 2027, a empresa planeja concluir a venda da divisão de águas e bebidas premium, incluindo Perrier, San Pellegrino e Acqua Panna. O objetivo é concentrar recursos em quatro pilares: café, snacks, pet care e nutrição.
Novo portfólio e decisões estratégicas
Com o redesenho, a Nestlé busca fortalecer seus segmentos com maior potencial de crescimento, priorizando foco, rentabilidade e portfólio enxuto. As negociações envolvem transferência de ativos e ajustes de marcas globais, com conclusão prevista para o fim de 2027.
Mercado brasileiro de galpões logísticos
No Brasil, o aluguel de galpões industriais segue aquecido. Em São Paulo, o terceiro trimestre de 2025 registrou absorção bruta de 454 mil m² e líquida de 351 mil m², mesmo com desaceleração industrial. O estoque entregue foi de 232 mil m², com vacância em 7,5%.
Preços e demanda no mercado paulista
Os preços médios ficaram estáveis, em torno de 30 reais por m² ao mês, refletindo demanda suficiente para sustentar o valor de mercado, mesmo com novos empreendimentos no portfólio. O cenário indica equilíbrio entre oferta, demanda e custos de construção.
Construção civil: cenário de 2026
A construção brasileira inicia 2026 com projeções de crescimento moderado. A Cbic (CBIC) estima alta de 2% no PIB do setor, após avanço de 1,3% em 2025, puxada por juros em queda, orçamento do FGTS para habitação e novos modelos de financiamento.
Perspectivas e desafios
A FGV/Ibre projeta cenário-base de 2,7% no PIB da construção, podendo chegar a 3,4% com crédito mais ativo e programas habitacionais. Gargalos como carga tributária, custo da mão de obra e carência de profissionais devem persistir, mas empresários veem 2026 como janela para recuperação.
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