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BASF prevê cortes adicionais na transição; recuperação apenas em 2026

BASF anuncia novos cortes, com foco em TI, e prevê recuperação do setor apenas no fim de 2026, após ano de transição

A maior fabricante de produtos químicos da Europa vem simplificando seu portfólio para se concentrar em seus negócios mais lucrativos
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  • A BASF prevê mais cortes de empregos, com foco na divisão interna de TI, que emprega cerca de 8.500 pessoas, visando reduções significativas.
  • A empresa espera lucro operacional ajustado entre € 6,2 bilhões e € 7 bilhões neste ano, versus € 6,6 bilhões no ano anterior; as ações caíram, atingindo a maior queda desde abril.
  • O CEO Markus Kamieth afirmou que 2024 será mais um ano de transição com ventos contrários; a recuperação pode ocorrer no fim de 2026.
  • A BASF aumentou a meta de economia de custos para € 2,3 bilhões até o final deste ano, com China apresentando desenvolvimento positivo no primeiro trimestre e as demais regiões fracas.
  • Sindicatos vão organizar protestos em Berlim; a empresa está vendendo 4.400 apartamentos e planeja abrir o capital do negócio de Soluções Agrícolas em Frankfurt até 2027, mantendo o foco no core business.

BASF projeta novo ano de transição com cortes adicionais e recuperação esperada apenas no fim de 2026. A empresa afirma enfrentar ventos contrários significativos no setor químico, com a Europa enfrentando excesso de capacidade. A afirmação foi feita pelo CEO Markus Kamieth, que também aponta sinal de melhora ainda sem confirmação.

A fabricante alemã informou que planeja reduções significativas da força de trabalho na divisão interna de TI, que emprega cerca de 8.500 pessoas. O objetivo é cortar custos e manter a lucratividade diante do mercado difícil. As ações registraram queda acentuada após o anúncio.

Cenário financeiro e perspectivas

A BASF elevou a meta de economia de custos para € 2,3 bilhões neste ano, frente a € 2,1 bilhões previamente. A empresa projeta lucro operacional ajustado entre € 6,2 bilhões e € 7 bilhões, ante € 6,6 bilhões no ano anterior. O guidance sinaliza continuidade do ciclo baixo no começo de 2026.

Kamieth destacou que a recuperação global pode ocorrer apenas no fim de 2026. Segundo ele, a China apresentou desempenho positivo no primeiro trimestre, mas as áreas além do país tiveram desempenho fraco. Analistas avaliam que o cenário permanece desafiador.

Reformulações e movimentos estratégicos

A BASF avança na simplificação de portfólio para focar em negócios mais lucrativos. A empresa já desfez parte da divisão de revestimentos e planeja listar o negócio de Soluções Agrícolas em Frankfurt até 2027. A área já está se preparando para o IPO no próximo ano.

A companhia também vem estabelecendo um novo centro na Índia. Além disso, está vendendo 4.400 apartamentos de sua propriedade para reforçar o balanço e concentrar recursos no core business, medida recebida com críticas por sindicatos locais.

Reações e contexto setorial

Sindicatos anunciam protestos em Berlim na sexta-feira, em resposta aos cortes na divisão de TI. O movimento ocorre em meio a negociações e à busca por garantias de emprego diante das mudanças estruturais. A BASF enfrenta a pressão de manter competitividade frente a mercados com excesso de capacidade.

A BASF, maior fabricante químico da Europa, continua reduzindo atividades não essenciais e buscando desinvestimentos. A empresa mantém foco na eficiência operacional e no fortalecimento de áreas com maior potencial de lucro, mantendo a comunicação com investidores.

Justiça dos números e desempenho regional

Na China houve desfecho positivo no primeiro trimestre, mas o volume em outras regiões permaneceu abaixo do esperado. A empresa reforça que as condições de ciclo baixo devem persistir, influenciando decisões de investimento e horários de recuperação.

As ações da BASF oscilaram, registrando queda de até 5,4% em Frankfurt, refletindo o cenário desafiador. O histórico recente mostra variações, com recuperação parcial frente a prêmios regulatórios europeus de emissões.

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