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Fim da escala 6×1 pode reduzir PIB em 0,32 ponto percentual

Mudança para escala 5x2 pode reduzir o PIB em ao menos 0,32 p.p., com impactos relevantes no varejo, automóveis e combustíveis

Getty Images Os números indicam que a mudança pode reduzir entre 3,6% e 6,1% o valor adicionado das operações
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  • Estudo da IBEVAR em parceria com a FIA Business School aponta que substituir a escala 6×1 pela jornada de 40 horas (5×2) pode reduzir o PIB em pelo menos 0,32 ponto percentual, já que esses setores representam cerca de 7% da economia.
  • Entre os setores, supermercados respondem por 2,8% do PIB, automóveis por 1,0% e combustível por 0,8%; os demais setores somam 2,4%.
  • A queda no valor adicionado das operações varia entre 3,6% e 6,1%, dependendo do segmento e do porte da empresa.
  • Pequenas empresas devem sentir mais o impacto por terem menor capacidade de absorver custos sem ganhos de produtividade; grandes redes podem sofrer menos, graças à escala e tecnologia.
  • Países como Alemanha, Reino Unido, Islândia e Estados Unidos já adotam o modelo 5×2, alimentando o debate sobre mudanças na jornada de trabalho.

A substituição da atual escala de trabalho 6×1 pela semana de 40 horas (5×2) pode reduzir o PIB brasileiro. O estudo conjunto da IBEVAR e da FIA Business School aponta consequências no curto prazo para o varejo, setor que representa cerca de 7% do PIB.

Segundo o levantamento, a queda no valor adicionado das operações pode variar entre 3,6% e 6,1%, conforme o segmento e o porte das empresas. A pesquisa destaca que a magnitude depende da capacidade de compensar a redução de horas com ganhos de produtividade ou investimentos.

O estudo detalha que os supermercados têm participação de 2,8% do PIB, automóveis 1,0% e combustíveis 0,8%. Demais setores somam 2,4%. Em termos de impacto, lojas menores costumam sentir efeitos maiores por menor margem de absorção de custos.

Entre os setores analisados, tecidos, vestuário e calçados aparecem como o mais afetado entre os pequenos negócios, com queda estimada em 6,1%. Grandes redes, nesse grupo, registrariam recuo de 5,0%.

No varejo de supermercados, pequenas lojas teriam retração de 5,9%, enquanto grandes redes caem em 5,0%. Materiais de construção apresentam recuo de 5,6% para os pequenos e 4,7% para os grandes.

Em móveis e eletrodomésticos, pequenas empresas projetam queda de 5,5%, frente a 4,6% nas grandes redes. No material de escritório, as pequenas reduzem 5,5% e as grandes, 4,6%.

No setor de informática e comunicação, a queda estimada é de 5,3% para as lojas menores e 4,4% para as redes maiores. Concessionárias automotivas menores devem sofrer 5,0%, enquanto grandes registram 4,1%.

Para combustíveis e lubrificantes, postos independentes recuam 4,6%, contra 3,6% nas redes estruturadas. Os efeitos variam muito conforme o tamanho da empresa e a capacidade de adaptar operações.

Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA, afirma que a mudança envolve mais do que questões trabalhistas. O impacto econômico direto depende da produtividade e de investimentos para compensar a menor jornada.

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