- O IPCA-15 de fevereiro deve avançar 0,60%, frente a 0,20% em janeiro, com o acumulado em 12 meses caindo para 3,80% (de 4,50%).
- O IGP-M de fevereiro caiu 0,73% após alta de 0,41% em janeiro, pressionado pela queda de commodities no atacado.
- No varejo, aumentos passaram a perder força em passagens aéreas, itens sazonais e roupas, o que favorece a desaceleração do IPCA-15.
- O Relatório Focus aponta o sétimo recuo da inflação projetada para 2026, para 3,91%, abrindo espaço para queda adicional da Selic; a taxa prevista para o fim de 2026 é de cerca de 12,13%.
- No cenário externo, pré-mercado nos EUA mostra leve queda; EWZ (ETF de ações brasileiras) também recua, mantendo viés negativo para o setor de tecnologia.
O IPCA-15 de fevereiro será divulgado hoje, 27 de fevereiro, trazendo sinais sobre a trajetória da inflação. As expectativas apontam alta mensal próxima de 0,60%, frente 0,20% em janeiro. A leitura também deve movimentar as apostas para a política monetária.
No acumulado em 12 meses, a projeção cai para cerca de 3,80%, ante 4,50% nos 12 meses até janeiro. Tal evolução sugere continuidade da desaceleração dos preços ao consumidor. Analistas consideram o IPCA-15 um indicativo importante para o ritmo da inflação oficial.
Além do IPCA-15, o mercado acompanha o IGPM de fevereiro, que caiu 0,73% após alta de 0,41% em janeiro. A queda é puxada por commodities e insumos no atacado, como minério de ferro, soja e café, o que tende a aliviar pressões futuras sobre o consumidor.
No varejo, a elevação de preços tem mostrado arrefecimento, com menores reajustes em passagens aéreas e itens sazonais. Descontos de início de ano reduzem preços de vestuário e bens industriais, contribuindo para menor pressão de custos em serviços de educação e transporte. Esses fatores reforçam a expectativa de desaceleração do IPCA-15.
Essa leitura mais branda alimenta a visão de cortes adicionais na Selic. O Relatório Focus do Banco Central aponta o sétimo recuo consecutivo na projeção de inflação para 2026, para 3,91%, frente 4,00% há quatro semanas. A projeção inicial para 2026 era de 4,06%.
Conforme o mercado digere os números, há revisão para baixo das previsões da Selic ao fim de 2026. A mediana atual aponta aproximadamente 12,13%, ante 12,25% que vigorou boa parte do ano, refletindo a sinalização de inflação mais fraca.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices norte-americanos e as cotas do ETF EWZ, na bolsa de Wall Street, mostram leve queda no pré-mercado. O humor permanece cauteloso em relação ao setor de tecnologia.
Indicadores
BRASIL
- IPCA-15 (Fev): esperado 0,60%; anterior 0,20%
- IPCA-15 (12m): esperado 3,80%; anterior 4,50%
- Dívida Bruta sobre PIB (Jan): esperado 79,0%; anterior 78,7%
- Dívida Líquida sobre PIB (Jan): anterior 65,3%
- Desemprego (Jan): dados não disponíveis
ESTADOS UNIDOS
- Inflação ao Produtor PPI (Jan): esperado 0,3%; anterior 0,5%
- Núcleo da Inflação ao Produtor PPI (Jan): esperado 0,3%; anterior 0,7%
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