- ZachXBT acusa suposto esquema de insider trading na Axiom Crypto, com funcionários seniores supostamente front-running usando dados internos por mais de 10 meses, lucrando mais de US$ 400 mil.
- O método envolvia acesso privilegiado a ferramentas internas para monitorar e espelhar carteiras de alto valor antes da reação do mercado.
- Participantes: equipe de desenvolvimento de negócios com acesso admin sem controles de privilégio mínimo, mantendo acesso a identificadores de usuários ao vivo.
- Crise de governança: a empresa, um unicórnio apoiado pela Y Combinator, gera cerca de US$ 390 milhões por ano e apresentava controles básicos de acesso ausentes.
- Resposta da Axiom: confirmou auditoria interna completa; reguladores podem considerar o lucro suspeito como possível fraude, gerando danos reputacionais.
ZachXBT aponta possível esquema de insider trading ligado à Axiom Crypto. Segundo o pesquisador, funcionários seniores teriam usado ferramentas internas para antecipar negociações de usuários por mais de 10 meses, possivelmente rendendo acima de US$ 400 mil.
Conforme as descobertas, acessos privilegiados a painéis de back-end permitiram identificar carteiras de alto valor antes de o mercado reagir, com dados de usuários vinculados a endereços na blockchain.
A investigação sugere falhas profundas de governança em uma plataforma que fatura cerca de US$ 390 milhões por ano. Informações indicam que funcionários não técnicos tinham acesso irrestrito a identificadores de usuários, expondo controles internos.
Detalhes do funcionamento e impactos
- O ator envolvido seria equipe de desenvolvimento de negócios com acesso de nível administrador a bancos de dados de usuários.
- O método consistia em cruzar UIDs internos com dados on-chain para identificar carteiras de traders influentes e mirá-las.
- A situação ocorre em meio à visão de governança deficiente em relação a controles de acesso e auditoria, segundo as alegações apresentadas.
Resposta da empresa e próximos passos
Axiom Crypto informou ter iniciado uma auditoria interna abrangente. A empresa enfrenta pressão regulatória e risco reputacional, com a possível caracterização de lucros obtidos como fraude, caso as informações se confirmem. Reguladores ainda não se pronunciaram.
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