- Os preços do petróleo subiram forte no início da sessão, com o Brent em alta próxima de 14% e o WTI em alta de cerca de 12%; o Brent chegou a 79,95 dólares o barril e o WTI 73,04 dólares.
- As bolsas operaram em queda, puxadas pelo setor aéreo e de turismo, com empresas como ANA, JAL, Air France‑KLM e Lufthansa registrando perdas expressivas.
- O conflito aumenta riscos para o transporte pelo Estreito de Ormuz, que hoje concentra quase vinte por cento do petróleo mundial.
- O preço do gás natural europeu disparou, com o TTF operando acima de 20% de alta, devido aos riscos de interrupção de exportações do Golfo.
- Em resposta à guerra, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo mais Aliados elevou a produção em 206 mil barris por dia para abril; o ouro sobe cerca de 2% e o dólar também se valorizou.
O petróleo teve alta impulsionada pela escalada entre Irã, EUA e Israel, com ataques que deixaram Teerã retaliação. A abertura dos mercados ocorreu nesta segunda-feira, 2, em meio a receios sobre o abastecimento regional e o risco geopolítico.
Os preços de referência reagiram rapidamente. O Brent chegou a valorizar quase 14% e o WTI subiu em torno de 12% na abertura, após a ofensiva que resultou na morte de líderes iranianos. O Estreito de Ormuz permanece crítico para o transporte global.
Mercados de petróleo e energia
O Brent operava próximo de 79,95 dólares o barril, alta de 9,7%. O WTI estava em 73,04 dólares, alta de 9%. O gás natural na Europa também disparou, com o contrato TTF acima de 38 mil euros, refletindo riscos de exportação do Golfo.
As cotações já apontavam para riscos de curto prazo no fornecimento, com o temor de interrupções no Estreito de Ormuz. Analistas apontam possibilidade de superação de 100 dólares. O último episódio assim ocorreu no início da guerra na Ucrânia.
Bolsas e setores afetados
Nas bolsas, o setor aéreo e de turismo foi o mais atingado. Companhias como ANA, JAL, AirFrance-KLM e Lufthansa registraram quedas expressivas. Já as empresas de energia apresentaram ganhos expressivos na abertura.
Na Europa, operadores de petróleo em alta puxaram os índices para baixo no geral. Shell, BP, Repsol e TotalEnergies subiram entre 3% e 5%, acompanhando o clima de volatilidade.
Cenário geopolítico e consequências
A Organização Marítima Internacional orientou companhias a evitar a região. O aumento dos seguros tornou a passagem pelo Estreito de Ormuz menos viável, elevando custos logísticos e pressões sobre estoques globais.
Especialistas destacam que ocupações prolongadas podem pressionar preços, com o petróleo acima de 100 dólares por barril em caso de interrupção prolongada. A OPEP+ já elevou produção para abril, buscando conter a alta.
Ouro e câmbio
O ajuste de preços favoreceu o ouro, com alta de cerca de 2%, e o dólar registrou valorização diante da incerteza. Analistas destacam que metais preciosos voltaram a atuação como reserva de valor em cenários de turbulência.
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