- Ações de petrolíferas subiram na B3 após ataques entre EUA/Israel e Irã, que ajudaram a puxar o preço do petróleo.
- O Brent subiu 8,6%, para US$ 79,14 por barril, com interrupção de tráfego no Estreito de Ormuz.
- Analistas do BTG Pactual destacaram que o prêmio geopolítico tende a aumentar a curto prazo e que a duração do conflito será determinante.
- Petrobras e Brava aparecem com alavancagem ao petróleo; Petrobras PN subiu 4,65% e Petrobras ON, 4,47%; Prio avançou 5,47%, Brava ganhou 3,76% e PetroReconcavo, 3,41%.
- Bradesco BBI/Ágora Investimentos ressaltaram que a duração e a intensidade do conflito definem o cenário, com empresas menos protegidas por hedge capturando mais da alta.
As ações de petrolíferas registraram alta expressiva na B3 nesta segunda-feira, impulsionadas pela escalada do petróleo após ataques entre Estados Unidos, Israel e Irã no fim de semana. O Brent chegou a subir, refletindo o risco geopolítico no Estreito de Ormuz, passagem de mais de 20% do petróleo global.
Os ataques ao Irã, após a morte de um líder supremo, intensificaram a tensão na região e provocaram interrupções no estreito estratégico, elevando os custos de frete e de seguro para o transporte de petróleo. Analistas destacam que o período de incerteza pode sustentar prêmios contratuais no curto prazo.
Na bolsa paulista, por volta de 11h10, Petrobras teve alta de cerca de 4,5% no papel PN e 4,5% no ON, sinalizando ganhos consistentes para a petrolífera brasileira. Prio subiu mais de 5%, enquanto Brava avançou cerca de 3,8% e PetroReconcavo teve ganhos de cerca de 3,4%.
Analistas do setor destacam que a situação favorece ativos com exposição direta ao petróleo, mas apontam que a composição de hedge e a sensibilidade a preços domésticos pesam na performance de cada empresa. Brava, com hedge robusto, tende a reagir de forma mais moderada.
Petrobras e Brava consumo de energia e impactos operacionais foram citados como fatores de alavancagem para o petróleo, segundo observações de casas de análise. A Brava, em particular, tem exposição parcial ao gás natural e a refinarias, o que modera a captura de altas.
Entre as companhias citadas, Prio e PetroReconcavo aparecem como exemplos de maior sensibilidade a variações do Brent, com maior relação aos preços spot. A Petrobras, por sua vez, apresenta defasagens internas de reajustes de combustível que reduzem a sensibilidade no curto prazo.
Panorama
Analistas entendem que a duração e a intensidade do conflito definem o cenário para o petróleo a curto prazo. Caso o Estreito de Ormuz permaneça parcialmente comprometido, há espaço para preços mais altos e maior volatilidade.
Em relatório, as instituições destacam que o impacto depende da relação entre a alta do Brent e o custo de frete e seguro. Companhias com menor proteção via hedge tendem a reagir mais fortemente a novos aumentos.
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