- A Polícia Federal informou que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, liderou ações para monitorar e coagir testemunhas na investigação da terceira fase da operação Compliance Zero; ele foi preso pela segunda vez pela manhã, em São Paulo, junto com outros alvos.
- Um grupo de mensagens, apreendido pela PF, mostra ordens para ameaçar testemunhas e obstruir a Justiça, incluindo uso de celulares não entregues nas fases anteriores.
- A investigação indica a participação de um ex-diretor do Banco Central no grupo; também haveria um policial civil responsável por executar ações contra testemunhas, ambos presos nesta manhã.
- Os agentes também apontam tentativa de invasão de sistemas de informação de órgãos de fiscalização e controle.
- A PF determinou o sequestro de bens de até 22 bilhões de reais para interromper a movimentação de ativos, com mandados autorizados pelo ministro André Mendonça; o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, é procurado, e dois servidores do Banco Central foram afastados.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi alvo de uma nova fase da operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta quarta-feira. A Polícia Federal informou que Vorcaro estaria envolvido em monitoramento e coação de testemunhas, em meio a investigações de um possível esquema bilionário de fraudes financeiras. A ação ocorreu em São Paulo e em Minas Gerais.
Segundo as investigações, Vorcaro liderou um grupo que buscava obstruir a Justiça. Por meio de mensagens coletadas pela PF, o grupo teria dado ordens para ameaçar testemunhas e constranger pessoas ligadas ao caso, inclusive jornalistas, para dificultar o andamento das apurações. Aparelhos celulares usados pelo esquema não teriam sido entregues nas fases anteriores.
A PF aponta que um ex-diretor do Banco Central participava do grupo e que um policial civil seria responsável por executar ações contra testemunhas. Entre os presos desta manhã, também há quem seria o monitor de testemunhas e o alvo de pressões, conforme relatos de investigadores.
A investigação indicou ainda possível invasão de sistemas de informação de órgãos de fiscalização e controle, como parte do conjunto de atividades do grupo investigado. As apurações visam esclarecer se houve interferência nas investigações em torno do Banco Master.
A PF determinou o sequestro e bloqueio de ativos de até 22 bilhões de reais. A medida busca interromper a movimentação de recursos vinculados ao grupo e preservar valores relacionados às práticas ilícitas investigadas. A intenção é evitar dissipação de ativos durante o andamento do caso.
Vorcaro foi preso em São Paulo, juntamente com outros três mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. O cumprimento ocorreu no estado e em Minas Gerais, conforme informado pela PF. O cunhado do empresário, Fabiano Zettel, também está sob investigação; ele é empresário e pastor e permanece procurado.
Além disso, dois servidores de carreira do Banco Central foram afastados de suas funções. Os mandados foram autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator das ações penais relacionadas ao Banco Master. A cidade do cumprimento policial não impede a continuidade das apurações.
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