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Lucro da Caixa cai quase 40% no 4º tri; provisões sobem 14,6%

Lucro líquido recorrente da Caixa cai quase 40% no quarto tri; provisões para créditos de liquidação duvidosa sobem 14,6%

Caixa também divulga projeções para 2026
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  • A Caixa registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,77 bilhões no quarto trimestre, queda de 39,6% ante o mesmo período de 2024, com provisões para créditos de liquidação duvidosa avançando 14,6%.
  • Projeções para 2026 indicam expansão da carteira de crédito entre 9% e 13% e crescimento da margem financeira bruta entre 11,5% e 15,5%.
  • O banco encerrou 2025 com carteira de crédito de R$ 1,378 trilhão, elevação de 11,5% sobre 2024, com alta de 13% em financiamento imobiliário, 14,2% em crédito comercial pessoa jurídica e 13,4% em crédito comercial pessoa física.
  • O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,07% no tri, com quedas no segmento imobiliário (1,18%); pessoa física chegou a 6,02% e pessoa jurídica a 12,13% (ambos maior que em 2024), enquanto agronegócio subiu para 14,09%.
  • Provisões para créditos de liquidação duvidosa chegaram a R$ 5,36 bilhões no trimestre, alta de 14,6% em relação ao ano anterior; receitas de serviços subiram 1,5% para R$ 7,50 bilhões, e despesas administrativas cresceram 7,9%.

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de 2,77 bilhões de reais no quarto trimestre, queda de 39,6% ante o mesmo período de 2024. O recuo ocorre em meio a alta de 14,6% nas provisões para créditos de liquidação duvidosa, conforme balanço divulgado pelo banco estatal.

A instituição divulgou projeções para 2026, apontando expansão entre 9% e 13% na carteira de crédito total, e aumento entre 11,5% e 15,5% da margem financeira bruta. A Caixa encerrou 2025 com carteira de crédito de 1,378 trilhão de reais, crescimento anual de 11,5%.

A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,07% no fim de 2025, ante 1,97% no ano anterior. No segmento imobiliário, a inadimplência recuou para 1,18%, enquanto pessoa física chegou a 6,02% e pessoa jurídica a 12,13%. O agronegócio elevou-se para 14,09%.

Ao longo do ano, as operações agro foram impactadas pela elevação da inadimplência, segundo a Caixa. Custos de insumos e queda de preços de commodities também influenciaram operações de custeio e investimento, com efeitos no financiamento do ciclo produtivo e na modernização da infraestrutura.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa somou 5,36 bilhões de reais nos últimos três meses de 2025, alta de 14,6% frente ao mesmo período de 2024 e de 5,6% frente ao trimestre anterior. Receitas de prestação de serviços e tarifas subiram 1,5%, para 7,50 bilhões.

Despesas administrativas avançaram 7,9%, totalizando 12,77 bilhões de reais. O índice de eficiência operacional recorrente ficou em 53,61%, levemente acima dos 55,74% de 12 meses antes. O ROE recorrente avançou para 10,67%, com ganho de 0,24 ponto percentual.

O retorno sobre o patrimônio líquido e a margem financeira apresentaram melhora, respectivamente, para 10,67% e 17,5 bilhões de reais. O índice de capital principal fechou em 14,28%, pouco abaixo de 14,39% de igual período. O capital nível 1 ficou em 15,05%, frente 14,60% no ano anterior.

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