- A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 100,9 bilhões em 2025, com ganhos exclusivos elevando o total a R$ 110,1 bilhões, impulsionados pela valorização do real e maior produção.
- O desempenho no ano ficou 201% acima de 2024 em relação aos eventos exclusivos, e o EBITDA ajustado atingiu R$ 237,1 bilhões, alta de 10,6%.
- A receita líquida somou R$ 497,5 bilhões em 2025, enquanto a produção total de óleo e gás cresceu 11% frente ao ano anterior.
- Em relação ao quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 15,56 bilhões, revertendo prejuízo de 2024, e o EBITDA ajustado somou R$ 59,92 bilhões, acima da previsão de analistas.
- O conselho autorizou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025; os investimentos totalizaram US$ 20,3 bilhões no ano, e a dívida bruta encerrou dezembro em US$ 69,8 bilhões.
A Petrobras apresentou lucro sólido em 2025, sustentado pelo aumento da produção e por ganhos cambiais, compensando a queda do Brent no ano. O resultado líquido ficou em R$ 100,9 bilhões, ante 2024, com 2% de queda no critério tradicional.
No regime de eventos exclusivos, o lucro atingiu R$ 110,1 bilhões, impulsionado pela valorização do real frente ao dólar. O desempenho foi 201% maior que 2024, que registrou R$ 37 bilhões nesse item. A empresa destaca consistência da estratégia de capital, produção e eficiência.
No quarto trimestre, o lucro líquido somou R$ 15,56 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 17,04 bilhões de igual período de 2024, mas ficou abaixo da previsão de R$ 19,93 bilhões. A diretoria autorizou distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao 4º trimestre de 2025.
O EBITDA anual foi de R$ 230 bilhões, alta de 12,6% ante 2024; o EBITDA ajustado atingiu R$ 237,1 bilhões (+10,6%). A receita líquida alcançou R$ 497,5 bilhões, leve alta de 1,4%. A produção total de óleo e gás cresceu 11% no ano.
A Petrobras destacou que, mesmo com queda de 14% no Brent em 2025, o resultado foi sólido, sustentado pela melhoria operacional e pela maior venda de derivados no mercado interno, como diesel, gasolina e QAV. O montante de investimentos somou US$ 20,3 bilhões, (+22,2%).
Ao fim de 2025, a dívida bruta ficou em US$ 69,8 bilhões (+15,7%); a dívida líquida, US$ 60,6 bilhões (+16%). O prazo médio da dívida caiu para 11,7 anos e o custo médio subiu levemente para 6,7% ao ano. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, ficou em 1,42. Fonte: balanço encaminhado à CVM.
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