- A Revolut pediu licença bancária nos Estados Unidos para operar como Revolut Bank US, buscando atuação em todos os 50 estados, com supervisão do OCC e da FDIC.
- Uma carta patente de banco nacional permitiria acesso direto ao sistema de pagamentos do Federal Reserve, depósitos com seguro federal de até US$ 250.000 e oferta de empréstimos e cartões de crédito, mudando o modelo atual da empresa.
- Cetin Duransoy, ex- Visa e ex-Capital One, comandará as operações americanas como CEO regional, em uma equipe local de cerca de 200 pessoas.
- A empresa planeja investir US$ 500 milhões nos próximos três a cinco anos, ampliar a base de clientes nos EUA para mais de um milhão e abrir escritórios em Nova York e Stamford (Connecticut), com eventual aprovação de uma holding pelo Federal Reserve.
- A Revolut atua em um contexto de forte disputa por licenças bancárias nos EUA entre fintechs, com concorrentes como Wise e Nubank já buscando aprovações; a empresa também vem expandindo operações fora da Europa, incluindo o México.
A Revolut pediu licença bancária nos Estados Unidos e nomeou Cetin Duransoy como CEO da operação no país, ampliando sua aposta no maior mercado financeiro do mundo. A empresa também busca operar como Revolut Bank US em todos os 50 estados, conforme comunicado nesta quinta-feira.
Com aval da OCC e da FDIC, a fintech londrina pretende obter a carta patente de banco nacional para acessar sistemas de pagamento do Federal Reserve, aceitar depósitos com seguro federal de até US$ 250 mil por conta e oferecer empréstimos e cartões de crédito, reduzindo a dependência de bancos parceiros.
Nik Storonsky, fundador e CEO, afirmou que os EUA são pilar da estratégia de crescimento global e classificou a entrada no país como marco importante para a Revolut. Duransoy, ex- executivo da Visa e da Capital One, liderará as operações americanas.
Duransoy chegou à Revolut após comandar a plataforma de poupança Raisin nos EUA e ocupa posição de CEO regional para o mercado americano. A equipe local reúne quase 200 funcionários, com expectativa de expansão após a licença ser aprovada.
A empreitada ocorre em meio a uma disputa regulatória entre fintechs e o governo norte-americano para obtenção de licenças bancárias formais, com concorrentes como Wise e Nubank já em etapas diferentes do processo. A Revolut também estudou aquisição de banco americano no passado.
Sid Jajodia, diretor bancário global, explicou que a licença reduzirá intermediários e custos operacionais. A empresa planeja, ainda, abrir um centro em Stamford, Connecticut, além de manter um escritório no Distrito Financeiro de Nova York.
A empresa já contabiliza mais de um milhão de contas nos EUA e planeja investir cerca de US$ 500 milhões entre três e cinco anos para ampliar operações, marca que inclui campanhas de marketing para aumentar a visibilidade no mercado local.
No final de 2023, a Revolut avaliou a possibilidade de adquirir um banco nos EUA, mas acabou priorizando a obtenção de licenças; em 2024, avançou com aprovação condicional para atuação fora da Europa, como parte de sua expansão global.
Fundada em 2015, a Revolut já conta com mais de 70 milhões de clientes mundialmente e mira 100 milhões; a empresa abriu operações bancárias completas fora da Europa recentemente, incluindo o México, no ano passado.
A Bloomberg News informou recentemente sobre a possibilidade de nova venda de ações no segundo semestre, notícia que, segundo Jajodia, não está em planejamento no momento.
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