- O Nordeste registrou 24,8 bilhões de dólares em exportações em 2025, com déficit de 27,2 bilhões de dólares; setores destaque foram vegetais (cerca de 7,0 bilhões), minerais (4,6 bilhões) e indústria alimentícia (2,1 bilhões), com o Matopiba impulsionando a exportação de grãos; China, EUA e Canadá são parceiros behavior.
- Mesmo com o crescimento das exportações, a balança continua deficitária, mas há caminhos para ampliar parcerias e abrir mercados, inclusive na África.
- Em 2025 foram criados 348 mil empregos no Nordeste; a expectativa é crescer acima da média nacional, com PIB previsto de 2,3% para o ano e 2,5% a 2,6% para 2026, visando reduzir a desigualdade regional.
- A Sudene e o governo lançaram uma chamada para investimentos de 113 bilhões de reais em energia renovável, inovação, data centers e geração de energia eólica e solar, com participação de bancos públicos para viabilizar os projetos.
- Há ações de combate à desertificação em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, com estudos sobre a Caatinga e planos para reduzir seus impactos; há também interesse no sequestro de carbono do bioma e reconhecimento na COP30.
O Nordeste registrou em 2025 o maior volume de exportações dos últimos três anos, totalizando 24,8 bilhões de dólares. O desempenho ajudou a reduzir o déficit da balança comercial, ainda. As importações somaram 27,2 bilhões de dólares, mantendo o saldo negativo.
Para o superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre, o resultado reflete ações do governo federal para apoiar exportadores e diversificar parceiros. Ele destacou o papel dos estados nordestinos no plano de reindustrialização do país e afirmou que há potencial para a transição energética.
Segundo Alexandre, o desempenho é resultado de ações conjuntas da Sudene, órgão de fomento, e do governo federal. A meta é ampliar as exportações com foco em Europa, Ásia e África, fortalecendo parcerias e contribuindo para a geração de empregos e renda na região.
Os setores com melhor desempenho envolveram vegetais, minerais e indústria alimentícia. As exportações de vegetais chegaram perto de 7 bilhões de dólares, os minerais somaram 4,6 bilhões e a indústria alimentícia, 2,1 bilhões. O Matopiba ampliou a exportação de grãos.
A Sudene aponta que os principais parceiros comerciais são China, EUA e Canadá. O superintendente também ressaltou oportunidades em mercados menores, inclusive no continente africano, para ampliar as vendas externas.
Embora tenha reduzido o déficit comercial, o Nordeste ainda importa mais do que exporta. O foco é firmar novas parcerias e abrir mercados para mudar o cenário, com atuação forte da Sudene na promoção de exportações e investimentos.
Em 2025, a região gerou 348 mil novos empregos, ficando atrás apenas do Sudeste em criação de postos de trabalho. A expectativa é de que esse ritmo se mantenha em 2026, com o governo e governadores atuando para fortalecer cadeias produtivas locais.
No âmbito econômico, a previsão é de crescimento da atividade regional acima da média nacional em 2025, com estimativa de 2,3% de expansão do PIB do Nordeste. Para 2026, a projeção é de alta entre 2,5% e 2,6%, conforme perspectivas da Sudene.
Neoindustrialização
O governo federal tem promovido ações para atrair investimentos no Nordeste, com foco em energia renovável, data centers, hidrogênio verde e geração de energia solar e eólica. A iniciativa visa reduzir desigualdades regionais e consolidar a Brasília, com apoio de bancos públicos e instituições de pesquisa.
Parcerias e financiamento
Em parceria com BB, Caixa, BNDES, Banco do Nordeste e Finep, a Sudene lançou chamada de projetos no valor total de 113 bilhões de reais. Os planos priorizam inovação, energia limpa e infraestrutura, com maior parte do financiamento prevista pela rede de bancos públicos.
Combate à desertificação e meio ambiente
A Sudene trabalha com o Ministério do Meio Ambiente para mapear áreas prioritárias de atuação contra a desertificação. Há cooperação com universidades e o Instituto do Semiárido para desenvolver estudos sobre a Caatinga e planejar ações que reduzam impactos, com foco também no sequestro de carbono. A COP30 foi mencionada como espaço para colocar o bioma em posição estratégica na agenda climática.
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