- O Google pode investir entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões neste ano em despesas de capital relacionadas à IA, segundo o novo Tecnólogo-Chefe de infraestrutura de IA, Amin Vahdat, em entrevista à Forbes.
- Estimativas sugerem que, em oito anos, esse ritmo renderia cerca de US$ 1,5 trilhão em gastos com data centers; em dez anos, a soma pode chegar a US$ 1,9 trilhão.
- A empresa coloca a visão de longo prazo, mas ressalva que não é uma promessa de valores futuros; a aposta é considerada em escala elevada.
- O Google tem faturado mais de US$ 113 bilhões em receita no último quarto e mais de US$ 400 bilhões no ano, contrastando com a OpenAI, que teve receita inferior a US$ 13 bilhões.
- A prioridade é ampliar a infraestrutura, com contratos de energia firmados com AES e Xcel e o objetivo de tornar os data centers mais modulares e replicáveis ao longo de cinco anos.
O Google pode ampliar de forma expressiva seus investimentos em data centers voltados a IA, abrindo a possibilidade de despesas que somem até US$ 1 trilhão ao longo de uma década. A afirmação vem do novo chefe de infraestrutura de IA da empresa, Amin Vahdat, em entrevista à Forbes, após a divulgação de resultados da companhia.
Segundo Vahdat, o ritmo de gastos previsto para este ano fica entre US$ 175 e US$ 185 bilhões em capex ligado à IA, valor que, se mantido, elevaria o total ao longo de oito a 10 anos para faixas próximas de US$ 1,5 a US$ 1,9 trilhão. A observação não configura promessa, mas sinaliza a magnitude da aposta do Google na expansão de sua infraestrutura.
A opinião do executivo ocorre em meio a números divergentes entre Google e OpenAI. Enquanto o Google reportou receitas expressivas no último trimestre, a Alphabet superou US$ 400 bilhões em receita anual pela primeira vez, reforçando sua condição de geradora de caixa. Em contraste, a OpenAI apresentou receita menor e altos gastos, refletindo modelos de negócios diferentes.
A discussão sobre demanda por processamento intensivo tem impulsionado avaliações de valor de mercado de players como Nvidia, cuja capitalização alcançou US$ 4,5 trilhões. Relatórios indicam que iniciativas como o Projeto Stargate, envolvendo OpenAI, SoftBank e Oracle, visam ampliar infraestrutura de IA nos EUA, embora haja sinais de lentidão em alguns avanços.
A estratégia de expansão de data centers envolve não apenas novos edifícios, mas também o custeio de energia necessária. Parte dos investimentos será destinada a chips e equipamentos para infraestrutura existente, enquanto outra parcela financiará novas unidades. Recentemente, o Google fechou acordos com fornecedoras de energia para sustentar seus data centers em território nacional.
A atuação de Amin Vahdat no Google acompanha uma trajetória de 15 anos na empresa, com foco em redes de computadores, depois na gestão de TPUs — chips de IA desenvolvidos pela companhia. Em dezembro, ele assumiu a condução da estratégia de infraestrutura de IA, respondendo diretamente ao CEO Sundar Pichai.
As TPUs, antes uso exclusivo interno, passaram a ser disponibilizadas via nuvem desde 2018. Hoje, além de suportar a infraestrutura própria, o Google já firma acordos para fornecimento de capacidade a terceiros e negocia com grandes nomes do setor, como Anthropic e, potencialmente, a Meta, para uso de seus chips.
Um ponto central da discussão é a garantia de energia para atender à escalada de demanda. Em agosto, Vahdat e outros executivos assinaram trabalho que descreve o consumo de energia da IA, defendendo impactos menores do que estimativas públicas indicam. Estima-se que grandes data centers consumam volumes consideráveis de água, o que também consta das análises de impacto ambiental.
Autoridades citadas destacam que a expansão de infraestrutura de IA requer planejamento de longo prazo, já que a construção de um data center pode levar anos. O progresso depende de contratos com fornecedores de energia e da capacidade de manter gigafábricas funcionando com confiabilidade. A direção do Google aponta para padrões de projeto mais modulares nos próximos anos.
A notícia, publicada originalmente pela Forbes, traz a visão de que a aposta em IA envolve não apenas tecnologia, mas também gestão de custos, energia e logística. O material analisa o peso financeiro de uma expansão que pode redefinir a competitividade do Google na corrida pela IA.
Observação: este texto reescreve informações divulgadas pela Forbes, sem reproduzir citações diretas, com linguagem neutra e foco em fatos verificáveis.
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