- Em 2025, foram vendidas 10.607 unidades acima de R$ 2 milhões, movimentando R$ 52,2 bilhões no mercado residencial de luxo, o que representa 29,4% do total.
- O setor de luxo e superluxo teve 11.696 novos lançamentos, com potencial de venda de R$ 58 bilhões, alta de 36% frente a 2024.
- O Sudeste foi o principal motor, com 5.490 vendas de luxo nas quatro capitais da região, correspondendo a mais da metade do país.
- Florianópolis tem o metro quadrado mais caro entre imóveis de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões (R$ 22.918), enquanto São Paulo lidera acima de R$ 4 milhões (R$ 37.668/m²).
- A população de Florianópolis chegou a 587.486 em 2025, ajudando a pressionar preços pela combinação de crescimento e escassez de terrenos; no Nordeste, Fortaleza e João Pessoa ganham destaque no luxo local.
O mercado imobiliário residencial de luxo e superluxo encerrou 2025 com recordes nas capitais brasileiras. Foram vendidas 10.607 unidades acima de R$ 2 milhões, gerando R$ 52,2 bilhões, alta de 35% frente a 2024. Esse volume representa 29,4% de todo o valor negociado no setor residencial.
No mesmo período, as incorporadoras lançaram 11.696 novas unidades, com potencial de vendas de R$ 58 bilhões, alta de 36% ante o ano anterior. Os números são de estudo inédito da Brain Inteligência Estratégica, obtido com exclusividade pela Forbes Brasil.
Sudeste mantém liderança
A região registrou 5.490 vendas de luxo e superluxo nas quatro capitais, respondendo por mais da metade do país. O desempenho é impulsionado por São Paulo, com impacto considerável na origem de capital e liquidez do mercado.
Em comparação, o Nordeste somou 1.946 unidades vendidas, alta de 64,5% ante 2024, consolidando o crescimento regional. Dados mostram que o ritmo do Sudeste supera o da média nacional, que teve alta de 13%.
Florianópolis, o preço do metro quadrado
Entre imóveis de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões, Florianópolis concentra o metro quadrado mais caro, a R$ 22.918. Belo Horizonte fica em segundo, com R$ 21.615. Em imóveis acima de R$ 4 milhões, São Paulo lidera, com R$ 37.668, seguido por Florianópolis, com R$ 34.013.
A cidade catarinense também apresenta expansão populacional, com estimativa de 587.486 habitantes em 2025, alta de 11 mil frente a 2024. O crescimento acompanha a escassez de terrenos, reflexo de restrições ambientais em ilha.
Nordeste ganha projeção local
O especialista destaca que no Nordeste grande parte das vendas de luxo atende à demanda da elite local para primeira residência de alto padrão. Fortaleza desponta como polo regional, com a Moura Dubeux ganhando destaque no segmento.
Em João Pessoa, a Setai consolida-se como protagonista da verticalização de luxo, anunciando a primeira torre da Aston Martin na América do Sul, marco que sinaliza expansão do mercado de alto padrão na região.
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