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Petróleo pode chegar a US$ 150 com Ormuz fechado, afirma Catar

Petróleo pode chegar a US$ 150 se Estreito de Ormuz permanecer fechado, diz ministro do Catar em entrevista ao Financial Times

Petróleo pode ir a US$ 150 com Ormuz fechado. Quem diz é o Catar
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  • O ministro do Petróleo do Catar, Saal al-Kaabi, disse ao Financial Times que, se o Estreito de Ormuz ficar fechado, o petróleo pode chegar a US$ 150 o barril e o gás natural também sofrerá impactos, com semanas ou meses para normalizar as exportações.
  • A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado um petroleiro americano em Ormuz e pretende manter a travessia fechada enquanto durar o conflito, o que envolve cerca de 20% dos barris negociados globalmente.
  • Economistas revisaram previsões: o Brent já passa de US$ 90 e bancos projetam cenários variados, com alguns sugerindo que o Brent pode superar US$ 100 em caso de interrupção prolongada.
  • O mercado de seguros e fretes já precifica maior risco: cerca de 150 embarcações mudaram de rota, com danos a pelo menos cinco navios e aumento no custo de seguro de trânsito. A China afirmou buscar acordos com o Irã para manter a passagem.
  • No Brasil, a alta do petróleo aumenta a defasagem entre preços internos e internacionais dos combustíveis; a Petrobras mantém politica de não repassar toda a volatilidade, enquanto Eneva diz que continuará comprando gás natural liquefeito da Catar Energy e, se necessário, buscará alternativas.

O Estreito de Ormuz, que concentra cerca de 20% do tráfego global de petróleo, ficou em foco após a declaração de que pode permanecer fechado enquanto durar o conflito no Oriente Médio. O ministro do Petróleo do Catar, Saal al-Kaabi, disse ao Financial Times que o cenário pode levar o petróleo a US$ 150 por barril e impactar também o gás natural.

A acusação de ataque da Guarda Revolucionária do Irã contra um petroleiro americano aumentou a tensão. Se o estreito permanecer bloqueado, operadores avaliam riscos logísticos maiores, com bloqueios adicionais de rotas e maior custo de frete. O Catar sinalizou que a passagem de navios pode não voltar rapidamente ao normal.

Acompanhando o cenário, os preços do Brent já reagiam, chegando a superar US$ 90 o barril nesta manhã, ante pouco mais de US$ 70 antes do início dos conflitos. Analistas citados pela imprensa destacavam ceticismo com impactos de médio prazo, ainda que haja risco de interrupção prolongada.

Mercado e previsões indicam revisões de cenário. Banqueiros e analistas passaram a considerar queda de exportações pelo estreito para além de dias, com Goldman Sachs elevando a projeção do Brent para o segundo trimestre. O grupo privado de consultoria discutiu cenários de normalização mais lenta.

Dados de seguradoras apontam aumento de custos. A Marsh informou que cerca de 150 embarcações mudaram de rota e que pelo menos cinco sofreram danos, elevando a exposição a cerca de US$ 90 milhões no valor de casco. As taxas de seguro aumentaram expressivamente.

China, principal comprador de petróleo da região, afirmou que buscará acordo com o Irã para garantir a passagem de navios, sinalizando continuidade do fluxo. O diálogo diplomático aparece como fator relevante para evitar ruptura mais ampla do abastecimento.

Impactos para refinarias e consumidores brasileiros aparecem em tempo real. A Petrobras manteve a política de segurá-los da volatilidade do petróleo, com diesel vendido a nível cerca de 30% abaixo da paridade de importação e gasolina 24% abaixo, segundo o CBIE. A diretoria disse manter a prática para evitar repassar oscilações rápidas.

Na Eneva, que depende do gás natural liquefeito da Catar Energy, executivos informaram que o contrato deve seguir atendendo o carregamento para Sergipe. Em caso de restrição, a empresa disse que procurará alternativas de abastecimento no mercado.

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