- Preços futuros do açúcar bruto na ICE devem encerrar o ano cerca de dez por cento acima dos níveis atuais, com déficit global esperado na temporada 2026/27 em 1,50 milhão de toneladas.
- A previsão mediana aponta preço final de US$ 462,50 por tonelada, alta de 13,8% frente ao fechamento anterior, mantendo projeção de ganho anual de 8,2%.
- No Brasil, centro-sul deve produzir 40,38 milhões de toneladas em 2026/27, com safra de cana de 625 milhões de toneladas e uso de 48,8% para açúcar, abaixo de 50,7% desta temporada.
- A Índia, segundo maior produtor, estima safra de 29,9 milhões de toneladas em 2026/27, pouco acima de 2025/26.
- Um participante informou que mudanças maiores no etanol no centro-sul podem elevar os preços do açúcar.
Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE devem encerrar o ano cerca de 10% acima dos níveis atuais, conforme pesquisa da Reuters com dez operadores e analistas. O mercado global segue deficitário.
A mediana das previsões aponta para um fechamento de 15,00 centavos de dólar por libra-peso, frente a 13,72 centavos atual e 15,01 do fim de 2025. O cenário ocorre apesar do déficit ainda não confirmado.
Até o momento, o mercado registra um superávit global de 2025/26 estimado em 1,39 milhão de toneladas, com expectativa de mudança para um déficit de 1,50 milhão na temporada 2026/27.
Perspectivas de produção no Brasil e na Índia
Para a próxima safra, o centro-sul do Brasil deve produzir 40,38 milhões de toneladas, estável frente a 2025/26. A previsão envolve cana total de 625 milhões de toneladas, acima de 610 milhões, porém com menor proporção destinada ao açúcar, a 48,8% (contra 50,7%).
Um fator relevante é a possível variação da demanda por etanol no Brasil, que pode impactar a produção de açúcar caso haja mudança maior do previsto.
A Índia, segundo maior produtor mundial, deve registrar 29,9 milhões de toneladas previstas para 2026/27, frente a 29,5 milhões em 2025/26, mantendo a elevação gradual.
Preços e tendências
O preço do açúcar branco é estimado em US$ 462,50 por tonelada para o fim de 2026, o que representa alta de 13,8% frente a 5 de março. A projeção indica ganho anual de 8,2% no conjunto da janela analisada.
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