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Pesquisa aponta desejos das mulheres no mercado de trabalho

Autonomia financeira é o principal desejo das mulheres no trabalho, aponta levantamento com 200 profissionais, indicando desigualdades e preconceito no ambiente corporativo

Pesquisa revela que o maior desejo delas é ter autonomia financeira
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  • Autonomia financeira é o principal objetivo das mulheres no trabalho, com 37,3% das entrevistadas, segundo a pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho 2026.
  • O estudo, realizado com apoio da Koru, ouviu cerca de 200 profissionais e mostra maioria em cargos intermediários (19,8% analistas; 12,4% iniciantes; 5,6% diretoras; 0,6% cargos C-level).
  • Sobre oportunidades, 53,2% percebem que mulheres não têm as mesmas chances de crescimento; 29,5% veem oportunidades parciais e 18,2% señalam igualdade.
  • Ambiente de trabalho traz desafios: 72,9% já sofreram preconceito; 39,8% cogitaram deixar o emprego; relatos de sexismo, interrupções e desvalorização foram comuns.
  • O principal desafio é conciliar carreira e cuidados com filhos ou família (49,2%), com 59,1% das entrevistadas sendo mães.

A autonomia financeira surge como o principal objetivo financeiro das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, segundo a pesquisa Mulheres e Mercado de Trabalho 2026, da Consultoria Maya. Cerca de 37,3% das entrevistadas apontam esse desejo como o maior objetivo no momento.

O estudo, realizado com apoio da empresa Koru, ouviu aproximadamente 200 profissionais de todo o país. Entre elas, há diversidade de identidade de gênero: cis, trans e não binárias.

A saúde mental e física aparece em segundo lugar, citada por 31,1%. Em seguida, vêm a realização profissional (23,2%) e a realização amorosa (7,9%).

Autonomia financeira e carreira

A maior parte das trabalhadoras ocupa posições intermediárias no ambiente corporativo. Entre as entrevistadas, 19,8% são analistas e 12,4% ocupam cargos iniciais. Diretoria aparece em 5,6% e posições C-level, 0,6%.

Sobre movimentação na carreira, 42% permanecem no mesmo cargo nos últimos dois anos, enquanto 29,5% afirmam ter sido promovidas nesse período. Outros 2,3% relatam terem sido preteridas em promoções.

Paola Carvalho, diretora da Maya, afirma que a independência financeira permite liberdade de escolha na vida profissional, incluindo a decisão de manter ou mudar caminhos.

A pesquisadora destaca que autonomia financeira traduz a capacidade de decidir sobre carreira, saúde e ambientes de trabalho, sem depender de situações tóxicas.

Percepção de oportunidades e ambiente de trabalho

Dados indicam que 53,2% das mulheres acreditam não ter as mesmas oportunidades de crescimento que homens. Outras 29,5% veem oportunidades apenas de forma parcial, e 18,2% enxergam igualdade de chances.

No ambiente de trabalho, 72,9% das entrevistadas afirmam ter vivenciado preconceito por serem mulheres. Quase 40% cogitaram deixar o emprego por motivos ligados ao gênero.

Entre os relatos, destacam-se comentários sexistas (56,8%), sobre aparência (52,8%) e interrupções em reuniões (52,3%). Há ainda relação entre ideias propostas e autoria de colegas (48,3%) e dúvidas sobre capacidade técnica (45,5%).

Desafios e impactos da maternidade

Quando o assunto é obstáculo, a conciliação entre carreira e cuidados com filhos ou família é apontada por 49,2% das participantes, em razão de 59,1% serem mães. Outros desafios citados incluem saúde mental (20,9%), falta de reconhecimento por lideranças (14,1%), diferença salarial (7,9%) e violência no ambiente (6,8%).

Raissa Florence, cofundadora da Koru, comenta que a permanência feminina no mercado envolve desgaste adicional quando há necessidade constante de provar capacidades, agravado pela maternidade.

Depoimentos anônimos revelam episódios como discriminação em processos seletivos favorecendo homens, pressões para consultar o cônjuge antes de aceitar vagas e desvalorização no ambiente corporativo, com apelidos inadequados e promessas não cumpridas de promoção.

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