- Em 4 de março houve um apagão generalizado em quase todo o país, provocado pela falha na termoelétrica Antonio Guiteras, deixando mais de seis milhões de pessoas sem energia e com demanda superior à disponibilidade do sistema elétrico.
- Cuba depende de seven termoelétricas que funcionam com crude pesado cubano; a falta de combustível e a corrosão em caldeiras agravam o problema, elevando o risco de novo desligamento.
- A administração de Donald Trump manteve pressões econômicas, com a ameaça de tarifas para países que vendam combustível a Cuba; mesmo assim, o Seahorse, um cargueiro russo com diesel, segue caminho lento para a ilha.
- O país enfrenta déficit de combustível: demanda superior a cem mil barris/dia, sendo quarenta mil produzidos internamente; reservas de Venezuela e México vêm caindo, afetando transporte, agricultura e abastecimento de água.
- O governo cubano abriu espaço para empresas privadas (mipymes) importarem combustível para uso próprio; já chegaram os primeiros envios, mas estudo aponta que cerca de setenta por cento das mipymes não conseguiriam importar sozinhas, o que mantém o desafio do abastecimento.
O apagão que afeta Cuba ganhou novo registro com um incidente em Havana: um poste de luz incendiado durante o contexto de racionamento, em Poey. O ato, atribuível a protestos de moradores, evidencia a frustração com o corte frequente de energia e abastecimento.
Especialistas sinalizam que a crise energética não começou ontem. O país depende de petróleo importado, com gargalos em fornecimentos venezuelanos, mexicanos e, recentemente, de navios russos. A situação afeta transporte, comércio e serviços básicos.
Na manhã de 4 de março, a UNE informou queda generalizada do serviço após falha na termoelétrica Antonio Guiteras, em Matanzas. O Sistema Elétrico Nacional deixou de atender parte do território, com demanda superior à disponibilidade.
O quadro envolve sete usinas termelétricas e a produção de energia a partir de fontes renováveis, porém a maioria opera com crudo nacional, inadequado para o refino cubano. A corrosão de caldeiras agrava o problema cotidiano de rotação de energia.
A produção de petróleo é central para a economia, que enfrenta inflação alta, salários baixos e desafios de abastecimento alimentar. O governo enfrenta o dilema entre manter o modelo político e buscar mudanças econômicas para evitar o colapso.
Além do setor público, cresce a participação privada com as chamadas mipymes. Empresas privadas enfrentam interrupções, mas algumas voltam a operar após anúncios de abertura para importação de combustível por suas contas.
A parceria com o setor privado é vista por analistas como tentativa de aliviar a pressão interna. A medida busca dinamizar a economia sem negar o controle estatal, em meio a tensões com Washington e novas regras de comércio.
Em março, autoridades cubanas sinalizaram avanços ao permitir que empresários privados importem combustível para uso próprio. A iniciativa, ainda limitada, é encarada como passo inicial diante do desabastecimento prolongado.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar. Observadores destacam que qualquer solução depende de entradas de combustível estáveis e de reformas estruturais para manter o funcionamento básico do país, especialmente no setor energético.
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