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Guerra com o Irã pode manter pressão nos mercados globais de energia

Conflito com o Irã pode manter preços globais de energia elevados por semanas ou meses, pressionando Trump às vésperas das eleições

Petróleo sobe 24% na semana e supera US$ 90, elevando combustíveis no mundo
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  • O conflito entre EUA e Irã pode manter preços de energia elevados por semanas ou meses, mesmo que a guerra tenha curto duração.
  • Já foi suspenso cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural, com ataques ao Estreito de Ormuz e à infraestrutura regional.
  • O petróleo passou de US$ 90 por barril, com alta de cerca de 24% nesta semana, elevando os preços nos postos ao redor do mundo.
  • O estreito está quase paralisado, forçando grandes produtores da região a interromper remessas e potencialmente levando o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos a também reduzir a produção.
  • Impactos econômicos globais são sentidos na Ásia, Europa e EUA, incluindo força maior anunciada pelo Catar, altas locais nos preços de gasolina e diesel, e influência na dinâmica eleitoral dos Estados Unidos.

A guerra entre Israel? Não, entre Estados Unidos e Irã, elevou o risco de interrupção prolongada nos mercados globais de energia. Mesmo que o conflito tenha duração curta, o impacto pode se estender por semanas ou meses, com danos a instalações, logística e transporte. A situação ameaça preços de combustível para consumidores e empresas em todo o mundo.

Analistas do setor apontam que o risco geopolítico já não é apenas financeiro, e sim operacional. Paralisações em refinarias e restrições de exportação começaram a prejudicar o processamento de petróleo e os fluxos regionais, segundo nota publicada por especialistas do JP Morgan.

O conflito resultou na suspensão de cerca de 20% do fornecimento global de petróleo e gás natural, em razão de ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz e à infraestrutura energética regional. Os preços do petróleo já subiram 24% nesta semana, superando US$ 90 por barril.

A redução de fluxo pelo Estreito de Ormuz levou grandes produtores da região a parar remessas de até 140 milhões de barris de petróleo, equivalentes a cerca de 1,4 dia de demanda global, afetando refinarias ao redor do mundo. O armazenamento regional enche-se rapidamente, pressionando a produção local.

Diante do aperto, Kuwait e Emirados Árabes Unidos devem apresentar cortes de produção em breve, conforme avaliam analistas, operadores e fontes do setor. Uma fonte de estatal regional destacou o risco de fechamentos caso não haja retorno seguro de navegação.

Especialistas ressaltam que a normalização de operações pode levar dias, semanas ou meses, dependendo de danos às instalações e da natureza dos campos afetados. O conflito pode terminar, mas os impactos logísticos persistem.

Enquanto isso, o Catar declarou força maior nas exportações de gás, após ataques com drones. O país responde por cerca de 20% do fornecimento global de GNL, o que agrava a tensão nos mercados.

A refinaria Ras Tanura e o terminal da Saudi Aramco também foram fechados, sem detalhes de danos. A Casa Branca informou que o Irã representa ameaça iminente aos EUA, sem apresentar novos elementos.

Perspectivas de curto prazo

O retorno ao abastecimento normal depende da segurança no Estreito de Ormuz e da avaliação dos danos. O governo americano ofereceu escoltas navais e garantias de seguro, mas a situação de navegação pode permanecer complexa por meses.

Especialistas indicam que o conflito pode estimular maiores reservas estratégicas globais nos próximos dias e semanas, elevando a demanda por petróleo e sustentando preços. A incerteza geopolítica continua a pairar sobre o comércio internacional de energia.

Impactos regionais se intensificam. A Ásia, dependente de importações, enfrenta elevação de preços e interrupções em refinarias na Índia, China e outros países, com efeitos sobre a cadeia de suprimentos.

Na Europa, o aperto de gás aumenta, ampliando o uso de LNG para recompor estoques. Nos EUA, apesar da expansão da produção, gasolina e diesel registram alta de preços devido ao repasse internacional.

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