- O fundo soberano da Noruega tem US$ 15,877 bilhões investidos na América Latina, com maior concentração no Brasil e no México, conforme relatório anual.
- Em 2025, o portfólio registrou retorno de 15%, com ações contribuindo cerca de 19,3% e renda fixa 5,4%.
- A alocação global do fundo segue maior parte em ações (71,3%), seguida por renda fixa (26,5%), com participação menor em imóveis e infraestrutura.
- Brasil e México concentram a maior parte da exposição latino-americana, com Itaú Unibanco (US$ 669 milhões) e Petrobras (US$ 595 milhões) entre as maiores posições em renda variável.
- Em México, grupos como Grupo México (US$ 430 milhões) e Cemex (US$ 287 milhões) aparecem entre as principais colocações, refletindo preferência por empresas de grande capitalização em mercados líquidos.
O fundo soberano da Noruega mantém investimentos expressivos na América Latina, totalizando US$ 15,877 bilhões. A exposição é concentrada no Brasil e no México, mas o portfólio regional segue a lógica de seu plano global de alocação.
Com ativos voltados para ações, dívida pública e investimentos não listados, o fundo busca exposição a bancos, energia, infraestrutura e consumo em mercados emergentes. O retorno total de 2025 ficou em 15%.
Os investimentos na região refletem a preferência por grandes empresas de capitalização elevada e mercados líquidos. A carteira latino-americana soma 181 posições em ações e 33 em títulos, com maior peso no Brasil e no México.
Principais posições na América Latina
No Brasil, Itaú Unibanco (ITUB4) figura entre as maiores posições com US$ 669 milhões. Petrobras (PETR3; PETR4) acumula US$ 595 milhões, marcando a presença relevante do setor de energia.
No México, Grupo México (GMEXICOB) lidera com US$ 430 milhões, seguido pela Cemex (CEMEXCPO) com US$ 287 milhões, Promotora y Operadora de Infraestructura (PINFRA) com US$ 278 milhões e FEMSA (FEMSAUBD) com US$ 277 milhões.
Entre títulos, o maior investimento em renda fixa é em dívida pública mexicana, com US$ 1,544 bilhão. Títulos colombianos somam US$ 1,047 bilhão, e peruanos, US$ 1,003 bilhão.
Na prática, a carteira latino-americana evidencia foco em Brasil e México pela profundidade de mercado. O Chile aparece com US$ 202 milhões em títulos, enquanto a Colômbia concentra posições em oito companhias somando US$ 203 milhões.
Aspectos de desempenho e composição
Em 2025, as ações responderam pela maior parte do retorno, perto de 19%. O setor de tecnologia teve destaque, com contribuições expressivas para o resultado total do portfólio.
Fontes de retorno acima de 40% aparecem em materiais básicos; finanças e telecomunicações tiveram desempenhos relevantes, de cerca de 32% e 31%, respectivamente. O jornalismo manteve neutralidade ao relatar dados.
Entre as empresas que mais contribuíram globalmente, destacam-se Alphabet, Nvidia, TSM, Broadcom, Microsoft, Samsung, Alibaba, Eli Lilly, ASML e Tencent. O relatório ressalta o peso crescente das grandes tech.
O documento também sinaliza concentração de carteira: as dez maiores posições de ações representam cerca de 20% do total. A tendência acompanha a valorização de grandes players globais de tecnologia.
Sobre o cenário de renda fixa, o desempenho foi moderado, com retornos próximos a 5%. Cortes de juros em alguns países avançados e maior gasto fiscal influenciaram o ambiente.
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