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Mulheres duplicam presença no setor de duas rodas em 10 anos, 17% da força

Mulheres dobram a presença no setor de duas rodas em uma década, mas ainda respondem por 17% da força de trabalho no Polo Industrial de Manaus

O número de mulheres no setor de duas rodas de Manaus dobrou em dez anos, enquanto as habilitações femininas cresceram 64%. Veja os dados da Abraciclo. Divulgação: Abraciclo
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  • A participação de mulheres no setor de duas rodas dobrou nos últimos dez anos, de 1.511 trabalhadoras em 2015 para 3.134 em 2024 (defende aumento de 107%), mas elas representam 17% da força de trabalho no Polo Industrial de Manaus; os empregos masculinos cresceram 55% no mesmo período.
  • Fora das fábricas, 10,6 milhões de mulheres já possuem habilitação para motos no Brasil, 64% a mais que em 2015; elas correspondem a 25% do total de condutoras com habilitação na categoria A, enquanto os homens somam 31,2 milhões.
  • A maior parte das habilitações femininas está nas faixas de 31 a 40 anos (3,6 milhões), seguida por 41 a 50 anos (2,5 milhões) e 26 a 30 anos (1,5 milhão).
  • Mulheres ocupam desde funções na linha de produção até cargos de gestão nas fabricantes associadas à Abraciclo, com relatos de experiências técnicas e de liderança na indústria.
  • No conjunto do setor, a indústria de duas rodas emprega 154.989 profissionais no país, sendo 42.577 mulheres (27,5%); a Abraciclo reúne fabricantes de motocicletas e bicicletas, com posição de destaque global na produção.

A participação feminina no setor de duas rodas vem crescendo, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) analisados pela Abraciclo. Em 2015, havia 1.511 trabalhadoras nas fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM); em 2024, o número chegou a 3.134, uma alta de 107%. Mesmo assim, elas representam 17% da força de trabalho no polo.

No mesmo período, a presença masculina acompanhou o ritmo, com crescimento de 55%, totalizando 15.250 trabalhadores. O contraste evidencia avanços, mas aponta para uma participação ainda desigual entre os gêneros no polo.

Habilitações no Brasil

Fora do ambiente fabril, o efeito é semelhante. Hoje, 10,6 milhões de mulheres estão habilitadas para conduzir motocicletas no país, 64% a mais desde 2015, quando eram 6,4 milhões. Elas correspondem a 25% do total de condutores com habilitação na categoria A.

Entre os homens, o crescimento no mesmo período chegou a 35%, totalizando 31,2 milhões de motoristas. Na prática, a participação feminina em motos ainda é menor, mesmo com o aumento expressivo de habilitações.

Faixas etárias

A maior concentração de habilitações femininas ocorre entre 31 e 40 anos, com 3,6 milhões de registros. Em seguida aparecem 41 a 50 anos (2,5 milhões) e 26 a 30 anos (1,5 milhão). Entre homens, a faixa de 31 a 40 anos lidera com 8,4 milhões, seguida por 51 a 60 anos (4,7 milhões).

Matizes no chão de fábrica

Nas fabricantes associadas à Abraciclo, mulheres ocupam desde funções operacionais até cargos de gestão. Profissionais como Joelma Costa, analista de gestão de pessoas, destacam o aprendizado acumulado ao longo do tempo. Segundo ela, o conhecimento do processo é total hoje.

Outra profissional, Rejane da Silva, atua na adesivagem de bicicletas, função que exige precisão técnica para o acabamento. Já Misleide Silva, supervisora fiscal e administrativa, reforça que competência não tem gênero.

Desempenho setorial em números

Ao todo, o setor de duas rodas emprega 154.989 pessoas em fábricas, concessionárias, lojas e serviços de manutenção no Brasil. Dessas, 42.577 são mulheres, equivalentes a 27,5% do contingente total. A Abraciclo reúne fabricantes de veículos de duas rodas no país.

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