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Petróleo recua ganhos, ainda em rota de alta recorde com escalada no Irã

Petróleo mantém alta acentuada diante de interrupções de fornecimento no Oriente Médio e do risco de que o Estreito de Hormuz sustente pressões de preço

Cars line up at a gas station in Seoul, South Korea, March 9, 2026. REUTERS/Kim Hong-Ji
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  • Os preços do petróleo subiram mais de quinze por cento nas últimas horas, com Brent em sessenta e oito dólares e WTI em torno de cento e cinco dólares por barril, tendência que pode representar o maior salto diário já registrado.
  • Iraque e Kuwait começaram a cortar a produção, somando aos cortes de fornecimento já existentes e às interrupções no transporte marítimo na região.
  • O estreito de Hormuz continua sendo passagem de cerca de um quinto do petróleo mundial, e tensões elevadas aumentam a vulnerabilidade de compradores asiáticos.
  • O mercado respondeu a relatos de que o G seven e a Agência Internacional de Energia discutem uma liberação emergencial de reservas, e a Aramco abriu licitações para fornecimento rápido.
  • O conflito e o fortalecimento de posições no Irã, com impactos previstos na logística de envio, sustentam a pressão de alta nos preços de óleo por semanas ou meses.

O petróleo manteve ganho expressivo nesta segunda-feira, ainda que tenha recuado de máximas intradiárias. Brent passou de US$ 119 o barril e US$ 108,2 no fim de manhã em Singapura, com alta em torno de 16%. O WTI operava em US$ 105,13, queda modesta em relação ao pico, mas ainda acima de US$ 119 intradiário. O rali ocorre em meio a reduções de oferta por grandes produtores e a preocupações com interrupções no transporte durante o conflito entre EUA e Israel contra o Irã.

O mercado acompanha cortes de produção na região e maior risco de atrasos no escoamento de petróleo. O estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, volta a ser o foco, após ataques e ataques a instalações no Oriente Médio. Murmúrios de interrupções logísticas elevam a percepção de aperto global nos Brent e no WTI.

A volatilidade também foi influenciada por relatos de queda de produção no Iraque e no Kuwait, além de reduções de gás natural líquido anunciadas pelo Catar, na esteira do bloqueio das exportações na região. Analistas estimam que Emirados Árabes e Arábia Saudita também possam cortar produção em breve por esgotamento de estoques.

Foram registradas interrupções operacionais em refinarias, como no Bahrein, onde a Bapco declarou força maior após ataques recentes. No território dos Emirados, um incêndio na zona industrial de Fujairah foi atribuído a detritos, sem feridos, enquanto a Defesa da Arábia Saudita afirmou ter interceptado um drone direcionado ao campo Shaybah.

Contexto geopolítico e impactos

A nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã elevou a percepção de continuidade da linha dura no país. Analistas apontam que o regime pode manter o fechamento do Estreito de Hormuz e ampliar ataques a instalações de outros produtores. Variações no cenário regional ajudam a sustentar a pressão de alta nos preços.

Especialistas indicam que o conflito pode exigir semanas ou meses de reajustes de preços, mesmo que o conflito tenha fim rápido. A disponibilidade de petróleo pode permanecer restrita devido a danos a instalações, logística prejudicada e riscos de transporte elevados.

O Iraque informou queda de produção para 1,3 milhão de barris por dia em seus campos do sul, refletindo a fragilidade das exportações pela região. A Basra Oil Company afirmou que seus estoques de crude atingiram a capacidade máxima. Kuwait e Arábia Saudita também adotaram medidas de contenção para regular produção e exportação.

O mercado aguarda movimentos adicionais, com gestores de fundos e analistas monitorando possíveis liberações de reservas estratégicas. A reação aos próximos comunicados oficiais sobre o abastecimento pode prolongar o momento de aperto ou trazer algum alívio temporário. Puntualizações sobre o andamento da crise continuam a influenciar as estratégias de hedge e de compra de composições de referência.

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