- Mulheres representam cerca de 11% dos motoristas de transporte por aplicativo e 6% dos trabalhadores no setor, segundo a Gaudium.
- Em transporte de passageiros, a participação feminina foi de 11,53% em 2024 e passou para 11,21% em 2025.
- No delivery, a participação feminina saiu de 5,55% em 2024 para 5,85% em 2025.
- Fatores de segurança e a divisão de tarefas domésticas ajudam a explicar a presença ainda baixa das mulheres no trabalho por aplicativo, conforme relatos de motoristas.
- O mercado aponta crescimento gradual da participação feminina, com enfoque em condições de trabalho e suporte para ampliar a participação.
O estudo do Data Gaudium, núcleo de inteligência da Gaudium, analisa a participação de mulheres em aplicativos de mobilidade no Brasil entre 2024 e 2025. Os dados abrangem transporte de passageiros e entregas, refletindo a expansão da economia de apps e a persistente participação relativamente baixa das mulheres.
No transporte de passageiros, a participação feminina passou de 11,53% em 2024 para 11,21% em 2025, mantendo-se acima de 11% pelo segundo ano consecutivo. O volume absoluto de motoristas com atuação feminina continua inferior ao total cadastrado nas plataformas.
No delivery, a presença de mulheres também cresceu, ainda que em patamar menor. A participação subiu de 5,55% para 5,85% entre 2024 e 2025, indicando uma entrada gradual no setor, que envolve desgaste físico e exposição nas ruas.
Desempenho por segmento
A explicação para a baixa participação envolve fatores sociais, especialmente segurança e divisão de tarefas domésticas, que influenciam a entrada de mulheres nesses trabalhos. Uma motorista e empresária local aponta que plataformas voltadas a mulheres podem ampliar a participação ao conectarem condutoras a passageiras, crianças e idosos, ampliando a rede de cadastradas em regiões específicas.
Mercado de mobilidade por apps aponta para uma incorporação gradual de mulheres como base de trabalhadores. A coordenação de conteúdo da Gaudium ressalta que o setor cresce e se profissionaliza, exigindo condições de trabalho e suporte para ampliar a participação feminina, sem pressa, mas com continuidade.
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