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CEO da Renault planeja corte de custos e modelo chinês para atrair investidores

CEO da Renault aposta em cortes de custos e tecnologia chinesa para reduzir despesas e tentar reverter queda de ações e desempenho

François Provost prepara plano de redução de custos inspirado em práticas de montadoras chinesas
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  • François Provost, ex-diretor de compras, prepara um plano de corte de custos e maior eficiência para a Renault, a ser apresentado na terça-feira em um dia de estratégia próximo a Paris.
  • O foco inclui redução de despesas e maior uso de tecnologia da parceira Geely para diminuir custos de desenvolvimento.
  • As ações da Renault caíram neste ano e o desempenho de vendas vem piorando, pese a subida anterior, gerando ceticismo entre investidores.
  • O governo francês, com participação de quinze por cento na Renault, teme perder soberania tecnológica em um setor estratégico, alimentando debates sobre arquitetura de veículo com Geely versus Valeo.
  • Provost tem revisto decisões do antecessor, suspendido investimentos em carga rápida, encerrado projetos da Alpine e revisa custos do modelo R5, enquanto prepara a empresa para competir de forma mais ágil na Europa.

François Provost, ex-diretor de compras da Renault, assume a liderança da montadora e prepara um plano centrado em redução de custos e aumento de eficiência. A proposta, que inclui maior uso de tecnologia de fornecedores chineses, será apresentada nesta terça-feira em um dia de estratégia perto de Paris.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o objetivo é tornar a Renault mais parecida com rivais chinesas de menor custo. O foco é cortar despesas e acelerar decisões de desenvolvimento, buscando ganhos de eficiência que sustentem o desempenho diante da queda recente nas vendas.

Provost tem trabalhado para ampliar a integração com a parceira Geely, buscando redução de custos no desenvolvimento de veículos. A estratégia ocorre em um momento de queda de 20% no preço das ações da empresa neste ano, mesmo após o rompimento de acordos anteriores com parceiros.

A atuação do executivo é observada com cautela pelo mercado. Analistas questionam se apenas cortes de custos serão suficientes para reverter a tendência de vendas, diante de um cenário competitivo cada vez mais intenso na Europa.

Contexto estratégico e próximos passos

O novo plano de Provost será apresentado em um dia dedicado à estratégia, no complexo Technocentre, a oeste de Paris. A Renault busca demonstrar aos investidores a viabilidade de manter tecnologia europeia, ao mesmo tempo em que avalia referências de custo e rapidez dos fabricantes chineses.

Entre as mudanças já implementadas, o CEO tem revertido partes das ações do antecessor Luca De Meo, incluindo ajustes no software de negócios e no portfólio de veículos. Algumas iniciativas — como projetos da marca Alpine e investimentos em Dacia — foram revistas ou suspensas.

O governo francês detém 15% da Renault e acompanha com escrutínio as decisões ligadas à soberania tecnológica e à capacidade de produção local na Europa. A liderança da Renault afirma a necessidade de entender a referência chinesa em preço e tecnologia para adaptar a produção na região.

A administração ressalta que o objetivo é manter autonomia tecnológica na Europa, avaliando opções de composição entre arquitetura de veículos e fornecedores. A estratégia também envolve recalcular custos do compacto R5, avaliando possíveis substituições por componentes de origem chinesa.

A Renault afirma que continua comprometida com a continuidade operacional, mantendo diálogo com sindicatos sobre impactos das novas diretrizes. O presidente Jean-Dominique Senard já apoiou publicamente a condução de Provost, defendendo a mudança de rumo da empresa.

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