- Fleury manterá a estratégia aprovada pelo conselho, mesmo com a Bradesco reorganizando ativos de saúde em uma estrutura única por meio da BradSaúde.
- A CEO Jeane Tsutsui afirmou que o movimento do principal acionista é importante para o setor, mas não muda o rumo do Fleury; não houve avanço nas negociações com a Rede D’Or.
- Para 2026, o foco é melhorar eficiência, crescer de forma orgânica com aquisições seletivas e manter a cultura médica como diferencial.
- O Bradesco está consolidando ativos de saúde na BradSaúde, incluindo a fatia de 24,85% no Fleury, posição que mantém desde a abertura de capital em 2009.
- No aspecto financeiro, o Fleury distribuiu R$ 513 milhões em dividendos em 2025, tem alavancagem de cerca de 1,0x e projeção de não exceder 1,2x; quase toda a base de lucro foi convertida em caixa.
Fleury seguirá sua estratégia independente, aprovada pelo conselho, mesmo com o Bradesco reorganizando ativos de saúde. Jeane Tsutsui, CEO, disse que o movimento do principal acionista é importante para o setor, mas não altera o trajeto da rede de diagnósticos.
Ela reforçou que o Fleury manterá o foco em eficiência, crescimento orgânico, aquisições seletivas e preservação da cultura médica. O objetivo é sustentar a competitividade no setor de saúde de alto padrão.
A conversa ocorreu em entrevista à Bloomberg Línea. O Bradesco busca consolidar ativos de saúde em uma única estrutura, por meio da BradSaúde, que inclui a participação de 24,85% no Fleury.
Estrutura e impactos
O Bradesco vem reorganizando operações no setor, com foco em planos de saúde, hospitais e clínicas. A reorganização resultará em uma empresa com faturamento anual por volta de R$ 52 bilhões e mais de 13 milhões de beneficiários.
O Fleury também destacou resultados corporativos recentes. Em 2025, a companhia distribuiu R$ 513 milhões em dividendos, 49% acima de 2024, usando reservas para adiantar pagamentos ante mudanças tributárias.
A alavancagem (dívida líquida/Ebitda) fechou 2024 em 1,0x, entre as mais baixas dos últimos anos. O CFO afirmou que o espaço para aquisições não deve exceder 1,2x, mantendo margem de manobra controlada.
Contexto de mercado
A transformação no setor privado de saúde ocorre em meio a pressões financeiras sobre operadoras e hospitais. O movimento do Bradesco é observado por investidores diante de possíveis movimentos da Rede D’Or para consolidar ativos.
O mercado acompanha ainda a dinâmica de outras players, como Dasa, e o papel do Fleury é visto sob o prisma de manter o desempenho diante da concorrência.
O CFO explicou que o convertimento de quase toda a EBITDA em caixa em 2025 reflete disciplina de gestão, não custo elevado para fornecedores, e que o prazo de recebimento de convênios recuou para 71 dias.
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