- Petrobras tem adiado reajustes de preços de combustíveis no varejo no Brasil, segundo a CEO Magda Chambriard, que disse que a empresa aguardará o momento certo.
- Os preços do petróleo passaram de US$ 100 por barril com a escalada do conflito na região, impactando gasolina, diesel e insumos para indústria.
- A Arábia Saudita e outros produtores do Oriente Médio reduziram a produção, alimentando as pressões sobre o setor.
- A diferença entre os preços nas refinarias da Petrobras e os níveis internacionais tem aumentado desde o início do conflito; diesel e gasolina são vendidos pela estatal com grande defasagem em relação aos preços externos, conforme a associação de importadores Abicom (diesel 85% abaixo, gasolina 45% abaixo).
- A presidente executiva afirmou que não houve pressão política para manter os preços nas bombas e que a empresa busca proteger a economia de oscilações acentuadas.
A Petrobras tem adiado reajustes de combustíveis no varejo brasileiro mesmo com a alta global do petróleo. A decisão foi anunciada pela CEO Magda Chambriard em entrevista à Bloomberg Television, em Nova York, nesta segunda-feira, 9.
Ela afirmou que a estatal vai reagir no momento certo, após verificar se a elevação dos preços do petróleo é permanente e se o cenário configura estabilidade suficiente para repassar custos aos consumidores.
A fala ocorre em meio à escalada do petróleo acima de US$ 100 por barril, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, já na segunda semana de confrontos. Mísseis e ataques aéreos impactam a oferta.
Segundo Chambriard, houve aumento da diferença entre preços nas refinarias da Petrobras e os padrões internacionais desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. A Petrobras tem vendido diesel e gasolina por valores significativamente abaixo dos externos.
A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis aponta que a diferença chega a cerca de 85% no diesel e 45% na gasolina, refletindo a estratégia de proteção à economia nacional contra oscilações abruptas.
Até o momento, não houve pressão política pública para manter preços nas bombas, conforme a CEO. A Petrobras mantém política de evitar oscilações acentuadas no preço dos combustíveis para o consumidor.
A agência Bloomberg destacou que a companhia monitora de perto os avanços no mercado internacional antes de qualquer reajuste, buscando equilíbrio entre custo de fornecimento e impacto social. A imprensa também notou a relevância do posicionamento da empresa em meio ao cenário atual.
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