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Companhias aéreas sobem preços de passagens com alta de combustíveis por guerra

Aumento do combustível, impulsionado pela guerra no Oriente Médio, leva companhias aéreas a reajustar tarifas e rever a distribuição de capacidade

Avião pousando: queda de preços das passagem aéreas atenuou alta dos preços dos serviços (Foto: Getty Images)
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  • Cias aéreas internacionais, como Qantas Airways, SAS e Air New Zealand, anunciaram aumentos de tarifas, citando alta repentina do combustível causada pela guerra no Oriente Médio.
  • O preço do combustível de aviação subiu de cerca de US$ 85–90 por barril para entre US$ 150–200, e a Air New Zealand suspendeu suas perspectivas para 2026 devido à incerteza do conflito.
  • A SAS informou um ajuste temporário de preços para manter operações estáveis; outras companhias, como a Lufthansa e a Ryanair, possuem hedge (proteção) de petróleo para parte de seus suprimentos.
  • A Hong Kong Airlines planeja aumentar sobretaxas relacionadas a combustível em até 35,2%, a partir de quinta-feira, e a Cathay Pacific adicionará voos extras para Londres e Zurique em março.
  • Além dos custos, o espaço aéreo mais restrito no Oriente Médio preocupa o setor, com rotas entre Europa, Ásia e Pacífico mais complicadas e tarifas pressionadas.

As companhias aéreas internacionais anunciaram aumentos nas tarifas nesta terça, alegando alta do custo de combustível causada pela guerra no Oriente Médio. Entre as citadas estão Qantas Airways, SAS e Air New Zealand. O reajuste ocorre em meio a interrupções no transporte marítimo e a incertezas sobre o conflito.

Segundo a Qantas, o preço do combustível de aviação subiu de cerca de US$ 85-90 por barril para US$ 150-200, elevando o custo operacional. A empresa já sinalizou ajustes de capacidade para evitar impactos nas operações e no serviço aos passageiros.

A SAS confirmou reajustes temporários de preços para manter operações estáveis. Já a Air New Zealand informou aumentos em tarifas de ida: domésticas, US$ 6; curtas internacionais, US$ 12; e longas, mais US$ 54 a 90, com margem para novos ajustes se o combustível permanecer alto.

Contexto do cenário

O petróleo subiu após a intensificação do conflito, que também afeta a rota de exportação mundial de petróleo. O Kuwait, importante fornecedor de combustível para a região, entrou em cortes de produção, pressionando preços.

Voos na região enfrentaram quebras de espaço aéreo e atrasos. Em Dubai, aviões aguardaram em sequência por possível ataque com mísseis. A Cathay Pacific anunciou voos adicionais para Londres e Zurique em março para manter oferta.

As companhias de origem europeia minimizaram impactos a curto prazo. A IAG afirmou estar bem protegida para o momento imediato e não planeja mudanças rápidas em tarifas. A British Airways cancelou voos de inverno para Abu Dhabi por tempo indefinido.

Projeções e impactos operacionais

O combustível representa entre um quinta e um quarto das despesas operacionais das aéreas. Além do custo, o estreitamento do espaço aéreo preocupa o setor, levando pilotos a desviarem rotas e reduzir disponibilidade de capacidade.

Emirates, Qatar Airways e Etihad respondem por boa parte do tráfego entre Europa e Ásia, e pelo fluxo entre Europa, Austrália e Pacífico. Empresas europeias já enfrentavam limitações de espaço com a guerra na Ucrânia; agora somam incertezas adicionais.

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