- Em vinte de março de dois mil e vinte e seis cai a patente da semaglutida no Brasil, abrindo espaço para versões genéricas.
- O mercado de análogos de GLP-1, que hoje movimenta cerca de R$ 10 bilhões por ano, pode chegar a R$ 20 bilhões em doze meses com a entrada de genéricos e similares.
- No território nacional, a Novo Nordisk e a Eli Lilly dominam os originais Ozempic, Wegovy, Victoza, Saxenda e Mounjaro, com preços variando de aproximadamente R$ 825 a R$ 2.384 por mês, conforme o medicamento.
- Empresas nacionais já anunciam lançamentos: EMS com Olire e Lirux desde agosto de dois mil e vinte e cinco e planos para uma versão de semaglutida; Hypera, Cimed, Biomm e Prati-Donaduzzi também preparam produtos, com Eurofarma ampliando distribuição em parceria com a Novo Nordisk.
- Estudos apontam queda de preços de até trinta por cento no primeiro ano e até cinquenta por cento em cinco anos, conforme Itaú BBA; custo de produção de genéricos estimado em cerca de US$ três por mês, enquanto o varejo tende a manter valores elevados.
Nos próximos dez dias, o Brasil perde a proteção de patente da semaglutida, molécula que levou Ozempic ao sucesso global e revolucionou o tratamento de obesidade e diabetes. A queda ocorre em 20 de março de 2026, abrindo o caminho para cópias e versões genéricas.
O mercado brasileiro de análogos de GLP-1 movimenta hoje cerca de R$ 10 bilhões por ano. A expectativa é de que, com genéricos, o setor alcance até R$ 20 bilhões já em 2026, devido à entrada de versões similares e opções de preços mais competitivos.
A entrada de concorrentes acelera a competição, principalmente no varejo. A semaglutida tornou-se conhecida além do âmbito clínico, impulsionando buscas por descontos e opções acessíveis. Entidades de setor antecipam queda de preços com o aumento da oferta.
O que já ocorre hoje
A Novo Nordisk domina o portfólio da classe no Brasil, com Ozempic, Wegovy, Victoza e Saxenda. Ozempic e Wegovy usam semaglutida; Victoza e Saxenda usam liraglutida. Os preços variam conforme dose e indicação, com faixas entre cerca de R$ 600 e R$ 1.700 por mês.
A Eli Lilly também ocupa espaço com Mounjaro, baseado em tirzepatida, e Trulicity, dulaglutida. No Brasil, Mounjaro pode custar entre R$ 1.407 e R$ 2.384 mensais, de acordo com a dosagem.
Avanços nacionais e planos de atuação
Laboratórios nacionais já atuam no segmento de GLP-1: EMS lançou Olire (obesidade) e Lirux (diabetes) em 2025, e planeja lançar a versão baseada em semaglutida após a conclusão da patente. Outros grupos acompanham o movimento, incluindo Hypera, Cimed, Biomm e Prati-Donaduzzi.
A Eurofarma trabalha em parceria com Novo Nordisk para ampliar a distribuição de produtos no Brasil, com preços a definir. Cimed, Biomm e Prati-Donaduzzi também anunciaram projetos para chegar ao mercado com semaglutida ainda neste ciclo.
Impactos esperados e referências de preço
Analistas do Itaú BBA projetam queda de até 30% nos preços no primeiro ano após a entrada de genéricos, com redução de até 50% em cinco anos, conforme novas empresas entram no mercado.
Estudo da Universidade de Liverpool aponta custo de produção de semaglutida genérica em torno de US$ 3 por mês, mas o varejo deve manter valores elevados devido a custos de desenvolvimento, marketing e distribuição.
Cenário em evolução
A queda de patente tende a intensificar a disputa de preços entre Ozempic, Mounjaro e as novas opções nacionais. Dados do quarto trimestre de 2025 indicam participação expressiva de Mounjaro em valor de mercado, ao passo que Ozempic reduziu preços para manter competitividade.
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