- A Casa Branca propõe cortar US$ 6 bilhões do orçamento total da Nasa, repetindo uma tentativa do ano passado que foi rejeitada pelo Congresso.
- Do total, US$ 3,4 bilhões viriam de programas científicos, com o cancelamento de 40 missões.
- A proposta mantém a linha de reduzir gastos da agência, alinhando-se a planos já discutidos em administrações anteriores.
- Também prevê eliminação gradual do Space Launch System e da cápsula Orion, com substituições por lançadores comerciais.
- Além disso, solicita corte de cerca de US$ 1 bilhão para a Estação Espacial Internacional, apontando para o uso de estações espaciais comerciais.
A Casa Branca pediu ao Congresso que reduza o orçamento da Nasa em cerca de US$ 6 bilhões, incluindo o cancelamento de 40 missões. A proposta mira cortar quase pela metade os gastos totais da agência, seguindo um padrão de anos anteriores.
A iniciativa envolve o governo dos EUA e a própria Nasa, com o administrador da agência, Jared Isaacman, no centro de uma reformulação do programa espacial. O objetivo é reduzir despesas em várias frentes, mantendo foco em prioridades consideradas críticas.
A divulgação ocorreu na manhã de sexta-feira, a partir da residência oficial do governo, nos EUA. O documento aponta cortes significativos e uma reorientação de investimentos da agência.
Corte de orçamento e impactos
Entre os cortes, o governo propõe reduzir US$ 3,4 bilhões em programas científicos da Nasa, com o cancelamento de 40 missões. O pacote é esperado enfrentar resistência dos legisladores.
Previamente, já havia sido sugerido cancelar projetos de exploração de Marte, telescópios de raios X e satélites de pesquisa. O alvo é direcionar recursos para prioridades tidas como estratégicas.
Como exemplo de cortes passados, a proposta cita a remoção de um programa para estudar sujeira marciana, apresentado pela Casa Branca para demonstrar contenção de gastos.
Contexto recente da Nasa
O anúncio ocorre em meio a mudanças anunciadas por Isaacman em março, incluindo uso de foguetes comerciais para lançamentos lunares, maior ritmo de missões e criação de uma base lunar estimada em US$ 30 bilhões na próxima década.
O orçamento do governo Trump já sinalizou apoio a esse eixo, com cerca de US$ 175 milhões para a base lunar, e a proposta também prevê a eliminação gradual do Space Launch System e da cápsula Orion, substituíveis por opções comerciais.
A administração também propõe reduzir em aproximadamente US$ 1 bilhão o financiamento da Estação Espacial Internacional, prevista para desativação em 2030, além de acelerar o desenvolvimento de estações espaciais comerciais.
A Casa Branca ressalta que o orçamento para estações comerciais é variável e dependerá de negociações. O pedido funciona como ponto de partida para o processo de aprovação no Congresso.
A proposta também aponta que o financiamento específico para agências e projetos será objeto de negociação nos próximos meses, com impactos ainda por definir.
Observação: as informações acima refletem o conteúdo divulgado pela imprensa e não representam decisão final. As fontes citadas incluem veículos de comunicação especializados.
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