- A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao manter a rentabilidade da empresa, fortalecendo condições de refino e logística.
- A medida ocorre em meio a tensões geopolíticas que elevam o preço do barril no mercado global, com o Brent oscilando próximo de US$ 100 após chegar a US$ 120.
- A companhia afirma que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que seguirá atuando de forma responsável, equilibrada e transparente para a sociedade.
- A diretora técnica do Ineep destaca que a capacidade de mitigar efeitos vem da mudança de política, já que a Petrobras deixou de adotar a paridade de preço internacional em 2023, passando a considerar fatores internos.
- Mesmo com essa margem de manobra, o efeito é temporário e limitado, pois o Brasil ainda é grande importador de derivados e houve privatização de algumas refinarias, como a Rlam.
A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil sem comprometer a rentabilidade da empresa. A afirmação foi feita em nota enviada à Agência Brasil.
A alta do petróleo tem sido impulsionada pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que corta uma passagem crucial para o óleo mundial. O mercado chegou a registrar US$ 120 o barril na segunda-feira.
Após declarações do presidente dos EUA, um recuo temporário dos preços levou o Brent a ficar abaixo de US$ 100, ainda que acima da média pré-conflito, em torno de US$ 70. Trump também voltou a mencionar ataques ao Irã.
Alta do petróleo
A ofensiva geopolítica elevou a volatilidade do mercado internacional e pressionou o preço do barril. O impacto é sentido no Brasil, com a Petrobras afirmando que pode mitigar parte da transmissão de preços para o consumidor.
Segundo analistas, a margem de manobra da estatal se deve à decisão de abandonar a paridade com preços internacionais, tomada em 2023, o que permite ajustes com base em condições internas de refino e logística.
Política de preços
Especialista do Ineep explica que a mudança da Petrobras em adotar uma política própria, menos atrelada aos preços globais, cria espaço para atenuar variações pontuais. O Brasil continua dependente de importações de derivados e teve privatizações de refinarias, o que restringe a atuação de políticas de estabilização.
A Rlam, refinaria da Bahia privatizada, é citada como exemplo de redução de mecanismos de ajuste comparado a controles anteriores da estatal, segundo a análise. As informações estão em nota da Petrobras divulgada pela Agência Brasil.
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