- O preço do petróleo disparou, chegando a quase 120 dólares por barril, com gasolina subindo em torno de 17% e diesel 22% na última semana.
- Trump afirmou que a guerra contra o Irã está “praticamente terminada”, o que provocou reação positiva inicial nos mercados e recuo do petróleo para abaixo de noventa dólares após o pico.
- A Casa Branca teme o impacto da alta de combustíveis nas eleições de meio mandato e pediu reuniões com executivos de petroleiras para buscar opções.
- O governo avalia medidas como flexibilizar sanções, liberar reservas estratégicas e intervir no mercado de futuros para atenuar a alta dos preços.
- Analistas destacam que preços elevados alimentam a inflação e prejudicam o poder de compra, com efeitos em transporte, alimentação e atividade econômica.
Trump busca saída para evitar nova crise energética
O preço do petróleo disparou e os combustíveis subiram, pressionando a administração de Donald Trump. A escalada ocorreu após a ofensiva militar contra o Irã e promete impactar a economia dos EUA.
A gasolina registrou alta de cerca de 17% na última semana e o diesel subiu 22%, atingindo patamares não vistos desde 2024. O custo médio ficou em torno de 3,5 dólares por galão.
Contexto
Trump afirmou, em entrevista à CBS, que a guerra contra o Irã está quase encerrada. As declarações reacenderam a animação dos mercados, que estavam negativos na abertura, mas passaram a subir com a fala do presidente.
O WTI chegou a 120 dólares o barril, mas recuou para abaixo de 90 dólares após boatos de medidas de reservas de emergência. Analistas destacam a volatilidade acentuada do mercado energético.
Envolvidos e datas
Susie Wiles, chefe de gabinete da Casa Branca, alertou sobre o risco eleitoral de um aumento persistente nos preços dos combustíveis. Ela pediu reunião entre o secretário de Energia e executivos de petroleiras para avaliar respostas.
Chris Wright, secretário de Energia, foi citado como peça-chave a ser acionada para eventuais opções de intervenção. As discussões ocorrem em meio a pressões políticas e eleitorais.
Medidas potenciais
O governo avalia liberar reservas estratégicas, restringir exportações, revisar impostos federais e flexibilizar regras logísticas para reduzir o custo da energia. A Casa Branca afirma manter diálogo com agências relevantes.
Ainda que os EUA sejam o maior produtor mundial, o preço interno está sujeito a oscilações globais. O mercado reage a fatores como a oferta do Golfo, problemas no estreito de Ormuz e decisões de grandes produtores.
Perspectivas econômicas
Especialistas afirmam que cada alta de 10 dólares no petróleo pode frear o crescimento e pressionar a inflação. A inflação elevada é um desafio para a mensagem econômica de Trump na reta final de 2026.
Analistas ressaltam que a relação entre inflação, energia e consumo afeta famílias e empresas, especialmente no meio rural e entre setores dependentes de transporte.
Desdobramentos
O governo continua monitorando o mercado e avaliando ações para conter aumentos. A volatilidade pode permanecer até que haja clareza sobre a situação no Irã e sobre respostas globais coordenadas.
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