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Pré-mercado: Investidor analisa o impacto da guerra na inflação dos EUA

Mercados sob cautela aguardam o CPI dos EUA de fevereiro, com petróleo em alta diante do conflito no Oriente Médio, o que pode atrasar cortes de juros do FED

Posto de combustíveis nos EUA: alta de 18% do preço da gasolina desde o início do conflito (Foto: iStock)
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  • Mercados começam em cautela com o CPI de fevereiro dos EUA, que pode influenciar decisão do FED sobre juros.
  • Conflito no Oriente Médio mantém pressão sobre o petróleo, com oscilações recentes que chegam a impactar os preços.
  • A Agência Internacional de Energia estuda liberar reservas de petróleo para reduzir volatilidade no mercado.
  • Gasolina deve puxar o CPI, com alta estimada de 0,8% em fevereiro; preço médio nos EUA já sobe desde o fim de fevereiro.
  • O mercado prevê alta de 0,3% no CPI mensal e manutenção das taxas pelo FED na próxima reunião, com recuo do corte para setembro.

O pré-mercado americano nesta quarta-feira, 11 de março, acompanha a divulgação do CPI de fevereiro e a evolução do conflito no Oriente Médio. A inflação pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre juros, mantendo a atuação de bancos centrais em foco.

A guerra no Oriente Médio pressionou os preços do petróleo, com o barril chegando perto de US$ 120 no pico da semana e recuando para abaixo de US$ 90 na terça-feira. A volatilidade continua diante da incerteza sobre o desfecho do confronto.

A Agência Internacional de Energia avalia liberar reservas de petróleo para conter a volatilidade energética. A gasolina, principal componente a ser observado no CPI, pode avançar cerca de 0,8% em fevereiro, conforme estimativas.

A inflação de 12 meses deve permanecer em 2,4% e o CPI de fevereiro pode subir 0,3%, sugerem economistas. O núcleo, que exclui alimentos e energia, é visto em alta de 0,2% no mês e 2,5% no acumulado anual.

O repasse de custos de tarifas de importação continua repercutindo nos preços de bens, mesmo com decisões judiciais recentes. As mudanças tarifárias geram pressão adicional sobre itens como vestuário e itens para o lar.

O cenário complica a hipótese de corte de juros pelo FED. O mercado deslocou a expectativa de corte de julho para setembro, mantendo a taxa estável na próxima reunião, segundo a LSEG. A inflação poderosa ainda é observada pelo mercado.

O FED acompanha também o PCE, com dados de janeiro previstos para sexta-feira. O núcleo do PCE deverá mostrar avanço sólido, influenciando futuras decisões de política monetária.

No pré-mercado, os índices futuros de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100 operavam em queda, com o VIX em alta, refletindo maior aversão a risco. O mercado aguarda o discurso da vice-presidente de Supervisão do FED, Michelle Bowman, nesta quarta-feira.

Indicadores

BRASIL

  • Vendas no varejo (Jan): esperado -0,1% | anterior -0,4%
  • Vendas no varejo (12m): esperado +1,8% | anterior +2,3%

ESTADOS UNIDOS

  • CPI (Fev): esperado 0,3% | anterior 0,2%
  • CPI (12m): esperado 2,4% | anterior 2,4%
  • Núcleo CPI (Fev): esperado 0,2% | anterior 0,3%
  • Núcleo CPI (12m): esperado 2,5% | anterior 2,5%

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