- BB Asset Management permanece como a maior gestora do Brasil, com R$ 1,835 trilhão administrados em janeiro de 2026, segundo a Anbima via estudo da Quantum Finance.
- No segmento de ações, BTG Pactual liderou em 2023 e 2024; em 2025 a liderança passou para Sueste Capital, mas BTG retomou a liderança de captações em janeiro de 2026.
- Itaú Asset Management é destaque entre multimercados, ocupando a liderança na categoria em 2024, 2025 e nos dados preliminares de 2026, com volume superior a R$ 2 trilhões em 2025.
- Renda fixa continua sendo o principal destino de recursos, respondendo por cerca de 41% do patrimônio líquido do setor; a liderança do segmento é da BB Asset Management.
- Fluxos e cenário externo ajudam a explicar a atração por ativos conservadores: o Ibovespa atingiu 191.490 pontos em fevereiro de 2026, com saldo externo positivo de R$ 42,56 bilhões no ano, e tensões geopolíticas influenciam expectativas de inflação e juros.
BB Asset Management segue como a maior gestora de recursos do Brasil, segundo estudo da Quantum Finance com dados da Anbima até fevereiro de 2026. O ranking considera o total de ativos administrados (AUM).
A gestora do BB acumula R$ 1,835 trilhão em patrimônio sob gestão em janeiro de 2026, segundo a Anbima. A liderança é atribuída à trajetória de quatro décadas da instituição na indústria de fundos e à capacidade de enfrentar crises.
O levantamento ressalta que o mercado brasileiro é dominado por gestoras associadas a grandes bancos, com forte participação na captação de recursos de pessoas físicas e institucionais.
Renda Fixa brilha
A renda fixa permanece como o principal destino de recursos, representando cerca de 41% do patrimônio líquido do setor, segundo Moody’s Local Brasil. O segmento atrai fluxos estáveis, impulsionados pela Selic em 15% ao ano.
A BB Asset Management lidera em volume na renda fixa, mantendo vantagem sobre Itaú Asset Management e Bradesco Asset Management, conforme o estudo da Quantum Finance.
Segundo Isaac Marcovistz, head de renda fixa da BB, a liderança reflete a experiência de 40 anos da gestora, com atuação em crises locais e globais. A taxa elevada sustenta retornos em produtos de menor volatilidade.
Fluxo internacional e geopolítica
Em fevereiro de 2026, o Ibovespa alcançou 191.490 pontos, guiado por entrada de capital estrangeiro na B3. O saldo externo no ano chegou a R$ 42,56 bilhões, aumentando a liquidez do mercado de ações.
Tensões geo-políticas recentes elevam a aversão ao risco global, impactando commodities e petróleo. Investidores costumam buscar ativos defensivos em cenários de incerteza, o que favorece a renda fixa.
Marcovistz diz que tais incertezas influenciam inflação e política monetária, impactando decisões do Copom e a curva de juros. A atuação de instrumentos atrelados à taxa continua relevante.
Ações e multimercados em foco
Nos fundos de ações, o BTG Pactual liderou o ranking em 2023 e 2024. Em 2025 ficou com Sueste Capital, mas o BTG retomou a liderança em captações de janeiro de 2026, com cerca de R$ 65,3 bilhões na carteira de ações local.
Os multimercados permanecem como segmento de maior flexibilidade, permitindo alocação em juros, câmbio, renda variável e mercados internacionais. Itaú Asset Management aparece como líder nesse grupo, com dados preliminares de 2026 apontando para a primeira posição.
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