- A Samarco registrou prejuízo líquido de US$ 4,61 bilhões em 2025, frente US$ 2,57 bilhões em 2024, impactado por despesas e variações cambiais ligadas ao Novo Acordo de Reparação do Rio Doce.
- A receita líquida somou US$ 1,90 bilhão, alta de 30% ante 2024, com vendas de 15,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro.
- O Ebitda ajustado ficou em US$ 1,09 bilhão, ante US$ 834 milhões no ano anterior.
- A performance reflete avanço na retomada das operações, alcançando 60% da capacidade instalada após cinco anos sem operação.
- A empresa encerrou, em agosto de 2025, o processo de recuperação judicial e projeta investir US$ 2,5 bilhões até 2028 para retornar a 100% da produção, mantendo ainda obrigações de reparação do rompimento da barragem de Fundão, com cerca de US$ 4 bilhões em obrigações de fazer e US$ 2 bilhões em obrigações de pagar em 2025.
A Samarco, joint venture de Vale e BHP, registrou prejuízo líquido de US$ 4,61 bilhões em 2025, ante US$ 2,57 bilhões em 2024. O resultado foi afetado por despesas e variações cambiais ligadas ao Novo Acordo de Reparação do Rio Doce, assinado em 2024.
A empresa informou receita líquida de US$ 1,90 bilhão, alta de 30% frente 2024, impulsionada pela estabilidade operacional e por vendas de 15,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro. O EBITDA ajustado ficou em US$ 1,09 bilhão.
O desempenho reflete a retomada gradual das operações, chegando a 60% da capacidade instalada. A Samarco ficou cinco anos sem operar após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, que deixou 19 mortos e impactos ambientais relevantes no Doce.
A companhia encerrou, em agosto de 2025, seu processo de recuperação judicial, após cumprir obrigações com credores e acionistas, recuperando acesso a crédito e avançando na reestruturação financeira.
Para 2026 e anos seguintes, a empresa planeja investir US$ 2,5 bilhões até 2028, buscando retornar à plena capacidade de produção, conforme aprovado pelo conselho.
No campo de reparação, a Samarco assumiu integralmente as ações ligadas ao rompimento da barragem de Fundão, com obrigações de fazer próximas de US$ 4 bilhões e de pagar em torno de US$ 2 bilhões em 2025.
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