- Bollinger apresenta, aos poucos, novas instalações, começando pelo cellier, como parte de um plano para comemorar o bicentenário.
- A Grande année 2018 mantém a reputação da casa, com notas de amêndoa e mel; a versão rosé de 2018 reforça a parceria com o vinho tinto da Côte aux Enfants.
- A produção permanece estável há cerca de sete ou oito anos, entre 2,5 milhões e 3 milhões de garrafas, representando aproximadamente 1% do champanhe.
- Em 2018, a Bollinger criou o Club Bollinger e passou a vender experiências ao público, estimando que esse tipo de atividade responda por cerca de 10% do faturamento, com potencial de chegar a 30% para grandes casas.
- Entre 2019 e 2026, a Champagne registrou crescimento do turismo, com inauguração recente de um novo cellier capaz de abrigar 5 mil tonéis, transformação da casa Dueil em hotel de alto padrão com 20 quartos previsto para 2028, e continuidade do plano duodecenal visando o bicentenário em três anos.
Bollinger, casa de champanhe de Aÿ, anunciou avançar com a transformação de suas instalações, começando pelo novo cellier inaugurado na sequência de seu plano de 2018. A notícia, acompanhada de apresentação da Grande Ano 2018, marca o início de uma metamorfose prevista para culminar no bicentenário da marca.
Entre as novidades, está a construção de um cellier que recebe até 5.000 barris e o desenvolvimento de um circuito de enoturismo. A empresa também prevê transformar a casa da família, a Dueil, em um hotel boutique com 20 quartos, com inauguração prevista para 2028. O movimento faz parte de uma estratégia de longo prazo até 2030.
A Bollinger mantém produção estável nos últimos anos, ficando entre 2,5 milhões e 3 milhões de garrafas por ano, o que corresponde a aproximadamente 1% da champanhe mundial. A empresa reserva vagas para recrutamento de um mestre de cave, posição-chave para a marca.
Segundo o diretor-geral Charles-Armand de Belnet, a mudança de foco ocorreu em 2018, quando a Bollinger retomou o contato direto com grandes clientes por meio de um clube próprio. O Club Bollinger, hoje com cerca de 100.000 membros, passou a orientar maiores investimentos em experiências de venda ao público.
A decisão de ampliar o turismo vínico recebeu apoio de referências internacionais. A aposta visa que, a médio prazo, as experiências passem a responder até 30% do faturamento das grandes casas, com exemplos observados no exterior. O UNESCO, em 2015, destacou os vinhedos e caves da região, impulsionando o turismo.
A gestora aponta ainda que o plano, iniciado em 2018, foi estruturado ao longo de doze anos, com ajustes frente a inflação, custos de energia e matérias-primas, variações no preço do raisin e tensões globais. O objetivo maior permanece a celebração do bicentenário da Bollinger, em três anos.
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