- Votorantim e Huaxin Cement estão entre as interessadas em comprar a unidade de cimento da CSN, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
- O preço de compra pode chegar a US$ 3 bilhões; a CSN move a venda com o Morgan Stanley como assessora.
- O negócio está em estágios iniciais e pode não se concretizar; a CSN enfrenta pressão financeira com dívida líquida de R$ 41,2 bilhões no quarto trimestre e alavancagem de 3,47 vezes o EBITDA.
- A CSN pretende fechar operações no terceiro trimestre e levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões; pretende usar ações da unidade de cimento como garantia para um empréstimo.
- Para aprovação do Cade, a Votorantim precisaria formar consórcio com terceiros, com Huaxin provavelmente fora desse grupo.
A CSN Cimentos está avaliando a venda de sua unidade de cimento. Interessadas confirmadas até o momento incluem Votorantim e a Huaxin Cement, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O valor indicado pode chegar a US$ 3 bilhões. A operação ainda está nos estágios iniciais.
A CSN informou que trabalha com o Morgan Stanley na condução da venda. As partes não comentaram oficialmente o negócio, que pode não se concretizar. A Votorantim e a Huaxin não retornaram os contatos da reportagem.
A CSN vive pressão financeira e registrou alta de dívida líquida de 11% no quarto trimestre, para R$ 41,2 bilhões. O indicador de alavancagem líquida subiu para 3,47x o Ebitda. A empresa classificou o aumento como um evento pontual.
Por dentro da operação, a CSN busca vender participação relevante em infraestrutura e logística, além do controle do negócio de cimento. O objetivo é fechar negócios no terceiro trimestre, com meta de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.
O diretor financeiro, Marco Rabello, informou que a empresa pode usar ações da unidade de cimento como garantia de um empréstimo, em torno de US$ 1,3 a US$ 1,5 bilhão conforme reportado. A conclusão depende de aprovações regulatórias.
Potenciais desdobramentos e requisitos regulatórios
Para a aprovação do Cade, a Votorantim precisaria formar consórcio com outras empresas, mantendo ativos em áreas com menor presença de mercado e abrindo participações onde atua fortemente. A Huaxin não seria parte do acordo com esse formato, segundo fontes.
A Huaxin Cement já atua no Brasil desde 2024, por meio da Embu S.A. Engenharia e Comércio, adquirida por US$ 186 milhões. A operação inclui quatro pedreiras no estado de São Paulo, voltadas a agregados para construção civil.
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