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Guedes tem melhor desempenho em dívida pública e resultado fiscal

Guedes tem melhor desempenho estrutural e de dívida bruta entre ministros, embora colchão para pagamento da dívida tenha recuado durante pandemia e guerra na Ucrânia

Paulo Guedes lidera em 2 indicadores fiscais, enquanto Joaquim Levy tem o melhor desempenho na reserva de liquidez
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  • Paulo Guedes teve o melhor desempenho em dois indicadores fiscais: resultado estrutural e dívida pública bruta, mesmo com a pandemia e a guerra na Ucrânia.
  • O ganho dele foi de 2,32 pontos percentuais no resultado estrutural e de 3,6 pontos percentuais na dívida pública bruta.
  • Guedes foi o pior na comparação em relação ao colchão para o pagamento da dívida, com redução de 4,2 meses.
  • Joaquim Levy teve o maior aumento do colchão da dívida, em 4,2 meses, porém também teve pior desempenho na dívida pública bruta.
  • Ao longo da comparação, Haddad não foi o pior nem o melhor em nenhum indicador, mas houve piora em déficit estrutural, dívida líquida, dívida bruta, colchão da dívida e restos a pagar.

O ministro Paulo Guedes, à frente da Economia no governo de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022, apresentou o melhor desempenho em dois dos três principais indicadores fiscais. Os resultados ocorreram apesar de impactos da pandemia de covid-19 e da fase inicial da guerra na Ucrânia.

A comparação abrange também ministros que antecederam Guedes e seu eventual substituto, Fernando Haddad, que assume o cargo no governo de Lula em 2023. Guedes aparece como ponto de referência para avaliação histórica até 2022, segundo dados da IFI.

Desempenho fiscal sob Guedes

Guedes teve melhora de 2,32 pontos percentuais no resultado estrutural e de 3,6 pontos percentuais na dívida bruta, segundo a IFI. Já no colchão da dívida, houve queda de 4,2 meses durante sua gestão.

Desempenho de outros ministros

Joaquim Levy, ministro em 2015, ampliou o colchão da dívida em 4,2 meses, mas teve piora na dívida bruta, com alta de 8 pontos percentuais. Henrique Meirelles também registrou piora semelhante na dívida bruta.

Impactos e continuidade

O pior desempenho de Guido Mantega ficou no resultado estrutural, com queda de 4,08 pontos percentuais. Haddad não foi o pior nem o melhor em todos os indicadores, mas houve piora em dívida líquida, dívida bruta, colchão da dívida e restos a pagar.

Panorama estrutural recente

Em 2023, o resultado primário estrutural voltou a ficar negativo, conforme a IFI, ficando em -1,54% do PIB em 2024. A Fazenda afirma usar metodologia diferente da IFI para medir o deficit estrutural, com variações entre os métodos.

Dívida e reserva de liquidez

A dívida líquida atingiu 65,3% do PIB em dezembro de 2025, o maior patamar da série iniciada em 2006; no começo de 2026, recuou para 65% do PIB. A dívida bruta alcançou 78,7% do PIB em janeiro de 2026, com alta em relação ao governo anterior.

Restos a pagar e juros

Os restos a pagar passaram de 8,2% do PIB em 2023 para 9,4% em 2026, elevando a pressão sobre o orçamento. A taxa Selic segue em 15% (jan/2026), influenciando o custo da dívida e o ritmo de crescimento econômico.

Nota metodológica

A Fazenda afirma que utiliza metodologia distinta da IFI para o déficit estrutural, incluindo efeitos de receitas não recorrentes e variações inflacionárias não previstas na meta. O governo sustenta que essa abordagem é mais alinhada com práticas internacionais.

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