- Multiplan registrou SSS de 4% e aluguéis de 5% no quarto trimestre de 2025, com EBITDA de R$ 575 milhões, alta de 47% ante o mesmo período de 2024.
- Allos manteve crescimento, com SSS de 5,1% impulsionado pelos segmentos de beleza e joalheria; analistas do Itaú BBA destacam resiliência do portfólio.
- Iguatemi teve vendas totais de lojistas crescerem 12,8% e SSS de 5,9%, com vendas por metro quadrado subindo em torno de 7%.
- Inadimplência ficou em baixa para as três empresas, reflexo da recuperação de aluguéis atrasados e da saúde financeira dos lojistas.
- Setor de shopping centers atingiu faturamento recorde de 200,9 bilhões de reais em 2025, com crescimento de 1,2% segundo a Abrasce; para 2026, estão previstos nove shoppings abertos no país.
Analistas observam resiliência do segmento de shoppings premium mesmo com juros elevados no Brasil. Em 2025, Allos, Iguatemi e Multiplan registraram crescimento de vendas e aluguel acima da inflação, com inadimplência em patamar baixo.
A Multiplan mostrou SSS (vendas nas mesmas lojas) em alta de 4% no 4T, e aluguéis nesse mesmo comparativo subiram 5%. O EBITDA atingiu R$ 575 milhões, alta de 47% ante o mesmo período de 2024, impulsionado pela gestão de custos.
Allos manteve crescimento consistente, com SSS avançando 5,1% e destaques para os segmentos de beleza e joalheria. Analistas do Itaú BBA destacam a resiliência do portfólio e a capacidade de ampliar margens em cenário desafiador.
A força da alta renda
Iguatemi teve desempenho destacado: venda total dos lojistas subiu 12,8%, e a venda por loja equivalente avançou 5,9%. A venda por metro quadrado cresceu cerca de 7%, reforçando a demanda em ativos como Pátio Paulista, Pátio Higienópolis, JK Iguatemi e Iguatemi São Paulo.
Analistas da XP Investimentos afirmam que o grupo consegue capturar o consumo de alta renda e repassar reajustes de aluguel acima da inflação, mantendo a lucratividade do portfólio premium.
Inadimplência em baixa e cenário setorial
Todos os três players apresentaram inadimplência negativa no trimestre, sinal de recuperação de aluguéis atrasados e saúde dos lojistas. A percepção de mercado é de continuidade do segmento, mesmo com restrições de crédito.
O resultado agregado ficou acima da média do setor. A Abrasce aponta crescimento de 1,2% em 2025 para os 658 centros de compras no país, com faturamento nominal de R$ 200,9 bilhões. A expansão de 2025 veio com 10 shoppings abertos; para 2026, são previstos nove empreendimentos.
Perspectivas e investimentos
Os analistas ressaltam que o desempenho do setor de shoppings premium tende a se manter estável, sustentado pelo mix de ativos de alta renda e marcas internacionais. A busca por conveniência, experiências e diferenciação continua impulsionando o fluxo de consumidores.
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