Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Algumas garrafas não foram movidas há 120 anos na adega privada da Lanson

Visita à cave privada da Lanson revela garrafas históricas recuperadas após até 120 anos, com estoque reorganizado e acesso a partir de 15 mil euros

La cave du domaine Lanson.
0:00
Carregando...
0:00
  • Em Reims, a Lanson dispõe de sete quilômetros de galerias com 20 milhões de garrafas, sendo 200 mil safras.
  • A empresa visa elevar o patamar do portfólio, reduzindo de quinze para dez as cuvées, e investe em enoturismo, que gerou cerca de um milhão de euros; em dois mil e vinte e cinco, foram seteze mil visitantes em visitas de aproximadamente uma hora e quinze minutos.
  • O circuito de visita começa pelo clos Lanson, seguido pela cuverie, com capacidade para vinificar quarenta e sete mil hectolitros e produção de cerca de cinco milhões de garrafas por ano; o caveau de coleção é o coração do acervo.
  • Durante a reorganização, algumas garrafas não eram movidas há cento e vinte anos; quinze por cento do estoque foi perdido durante o processo de verificação de pressão e identificação de cada garrafa.
  • A Lanson Library oferece venda de antigos millésimes; há ainda um sistema de cave privada, com casais que armazenam até trezentas garrafas, exigindo compra mínima de quinze mil euros, com possibilidade de revenda à casa pelo preço do ano.

La maison de champagne Lanson, sediada em Reims, abriu as portas para visitas e experiências sob medida em seu acervo de vinhos vintages. O foco está no acesso a garrafas antigas guardadas há décadas, com roteiro que mistura história, enoturismo e comércio de colecionadores.

A visão da empresa revela um patrimônio de 7 quilômetros de galerias, onde repousam 20 milhões de garrafas, incluindo 200 mil safras. Nos últimos anos, a Lanson segue uma estratégia de elevar o patamar de seu portfólio, reduzindo de 15 para 10 cuvées.

17 000 visitantes em 2025 experimentaram um tour de uma hora e quinze minutos, parte de uma aposta no enoturismo que já rende cerca de 1 milhão de euros. A atuação combina turismo, venda de memória histórica e ciência de preservação.

Desbravando o circuito, o visitante começa pelo Clos Lanson, um hectare histórico próximo à cuverie, com produção reduzida a até 5 mil garrafas. Garrafas raras são oferecidas a partir de 250 euros o milésimo 2010.

O roteiro segue pela cuverie, com capacidade para vinificar 37 000 hectolitros, equivalentes a cerca de 5 milhões de garrafas por ano. O núcleo da coleção fica no caveau, fruto de um planejamento de organização que levou quatro anos.

Segundo Hervé Dantan, chef de cave, algumas garrafas não eram movidas há 120 anos. Muitas passaram por restauração de rolhos ou enchimento. A equipe verificou a pressão de cada garrafa e hoje cada item está identificado. Houve perda de 15% dos estoques ao longo do processo.

Lançon Library e venda de vintages

Para quem visita, a Lanson Library oferece toda a linha de velhos rótulos à venda. O crescimento do turismo de hospitalidade ampliou o interesse por safras antigas, afirmam executivos da casa.

Os colecionadores, em geral, são entusiastas que não discutem preços. A demanda por garrafas históricas acompanha o apetite pelo acervo, mesmo sem objetivo de consumo imediato.

Cave Privée: sistema de guarda de clientes

O público mais fiel pode acessar uma cave privê, com lockers em uma galeria. Cada cliente guarda até 300 garrafas, principalmente velhas safras, para degustação no local ou envio a qualquer destino. Uma pessoa é responsável pela gestão da cave. A exigência é de compra mínima de 15 mil euros.

Caso o cliente cancele o contrato, as garrafas podem ser revendidas à Lanson. Os vinhos são recomprados pela casa ao preço do ano de guarda.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais