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Mercado espera corte menor de juros do BC nesta semana com Irã e petróleo

Focus: a guerra no Irã eleva petróleo e reduz o corte da Selic para 0,25 p.p., com inflação pressionada e decisão do Copom na próxima quarta

Pepino se tornou símbolo de inflação na Rússia — Foto: REUTERS/Alexey Malgavko
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  • O boletim Focus aponta corte de juros menor pelo Copom nesta semana, de 0,5 p.p. para 0,25 p.p., elevando a Selic para 14,75% ao ano, por causa da guerra no Irã e da alta do petróleo acima de US$ 100.
  • A decisão do Copom está prevista para quarta-feira, 18 de janeiro.
  • A inflação projetada para 2026 subiu de 3,91% para 4,10%, com as projeções para 2027 em 3,80%, 2028 em 3,50% e 2029 em 3,50%.
  • O foco de inflação segue a meta contínua de 3% até 2025, com banda de tolerância entre 1,50% e 4,50%.
  • Em relação ao PIB, o mercado manteve expectativa de crescimento de 1,83% em 2026 (ante 1,82%) e 1,80% em 2027; a taxa de câmbio projetada para o fim de 2026 caiu de 5,42 para 5,41, enquanto a projeção para 2027 continua em 5,50.

O Banco Central divulgou o boletim Focus nesta segunda-feira, com base em pesquisa realizada entre mais de 100 instituições financeiras na semana passada. O mercado passou a prever menor corte de juros na próxima reunião do Copom, diante de fatores externos.

A taxa Selic está hoje em 15% ao ano, o maior nível em quase duas décadas. Analistas passaram a esperar um ajuste menor, de 0,25 ponto, para 14,75% ao ano, em vez de 0,5 ponto. A decisão será anunciada na quarta-feira (18).

A guerra no Irã disparou o preço do petróleo, que opera acima de US$ 100, o que pode pressionar a inflação brasileira, principalmente via combustíveis. Essa conjuntura levou a nova projeção de juros para o fim de 2026.

Inflação

Caso as expectativas se confirmem, o IPCA de 2026 subiria de 3,91% para 4,10%. O mercado mantém a previsão de 3,80% para 2027 e de 3,50% para 2028 e 2029, respectivamente, mantendo a meta de inflação com variação entre 1,50% e 4,50%.

Perspectivas de inflação e meta

Desde 2025, com a meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sem exceder os limites da faixa. O aumento esperado de 2026 reforça a preocupação com reajustes de preços ao consumidor.

Atividade econômica

Para o PIB de 2026, a projeção de crescimento passou de 1,82% para 1,83%. O resultado oficial de 2025 ficou em 2,3%, conforme divulgação do IBGE. O mercado manteve a estimativa de 1,8% para 2027.

Câmbio

A estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano caiu de 5,42 para 5,41 reais por dólar. Para 2027, a projeção permaneceu em 5,50 reais por dólar, mantendo expectativas estáveis para o cenário cambial.

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