- Aneel informou que a conta de luz deve subir, em média, 8% em 2026, acima da inflação.
- Os reajustes variam por estado: Roraima teve alta de 23,2%, Rio de Janeiro, 14,2% para clientes da Enel, e Light, 6,9%.
- O peso do aumento vem principalmente do custo dos subsídios cobrados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), estimado em 52 bilhões de reais em 2026.
- A privatização da Eletrobras, hoje chamada Axia, também impacta os preços, com parte da energia sendo vendida a preços de mercado.
- O governo mantém subsídio Luz do Povo e pretende usar recursos da taxa de uso do bem público para descontos em estados das regiões Sudam e Sudene.
Aneel informou que a conta de luz terá aumento médio de 8% em 2026 no Brasil. A projeção foi divulgada nesta terça (17). A elevação vale para tarifas cobradas pelas distribuidoras em diferentes estados, com variações regionais.
Em Roraima, o reajuste anunciado ficou em 23,2%. No Rio de Janeiro, clientes da Enel terão alta de 14,2%; na área da Light, o aumento chega a 6,9%. Os percentuais refletem pressões de custos e de subsídios.
A Aneel aponta que metade do reajuste de 2026 está associada ao aumento no custo dos subsídios pagos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), estimados em 52 bilhões de reais no ano.
Contexto regulatório
O custo maior de subsídios inclui incentivos a energias renováveis e a isenção da conta para famílias de baixa renda, aprovado pelo Congresso em 2025. Além disso, a privatização da Eletrobras, hoje sob o controle da Axia, influencia a formação de tarifas.
A agência ressalta que haverá também impactos pela disponibilidade de usinas térmicas para compensar chuvas abaixo da média e pela transição de contratos da Eletrobras para o mercado, com redução gradual das cotas de energia até 2027.
Por fim, a Aneel informou que o governo deve usar recursos de taxas para conceder descontos a moradores de estados atendidos pela Sudam e Sudene, como parte de medidas de política pública.
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