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Mercado de óleos vegetais estagna com demanda fraca e apostas no biodiesel

Mercados de óleos vegetais sofrem com demanda fraca, apostas no biodiesel e alta do óleo de palma, diante de petróleo em alta e tensão no Oriente Médio

Pacote de óleo vegetal em Bangladesh
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  • Demanda fraca por óleos vegetais se combina com apostas em biodiesel, em meio a conflitos no Oriente Médio.
  • Preços do petróleo bruto subiram para quase quatro anos; Irã reagiu a ataques, elevando a atratividade do biodiesel.
  • A Índia, maior compradora, está relutante em novas compras devido aos preços altos, e refinarias aguardam ajuste de preços.
  • Cargas de óleo de soja da América do Sul e do Mar Negro foram retiradas após alta global, com compradores devolvendo as cargas aos fornecedores.
  • Chegadas limitadas de importações na Índia devem sustentar os preços locais, enquanto a oferta de óleo de mostarda ajuda a moderar altas; safra de colza e mostarda chega a partir do próximo mês.

O mercado mundial de óleos vegetais está sob pressão, entre demanda fraca e apostas em biodiesel. A guerra no Oriente Médio elevou as expectativas de uso de óleos para biocombustíveis, em meio a sinais de desânimo de compradores-chave, segundo Dorab Mistry, da Godrej International, à Reuters.

Preços do petróleo brent chegaram a máximas de quase quatro anos na semana passada após ataques no Estreito de Ormuz, elevando a atratividade do biodiesel. A percepção é de que choques de oferta podem sustentar a demanda por óleos vegetais.

AUMENTO DOS PREÇOS DO ÓLEO DE PALMA

Os preços do óleo de palma na Malásia subiram cerca de 14% neste mês, além de serem negociados acima de 4.600 ringgit por tonelada. O óleo tropical tornou-se, assim, mais caro que o óleo de soja fora da Ásia, por questões de frete.

A previsão de Mistry aponta para óleo de palma entre 3.800 e 4.300 ringgit até julho de 2026, diante de demanda ainda fraca e oferta mais ampla. A Índia, maior compradora mundial, tem adotado cautela com compras a preços elevados.

Indonesia e outros compradores avaliavam possibilidades, pois refinarias indianas aguardam ajuste de preços. Importadores reduziram estoques e cancelaram grandes volumes previamente reservados, disse o analista.

CHAMADAS ESTRUTURAIS NO MERCADO

Cargas de óleo de soja da América do Sul e do Mar Negro, destinadas aos próximos meses, foram retiradas por compradores que preferem não processar nem vender na Índia, diante da alta global. Negociantes apontam retorno de cargas aos fornecedores como mais lucrativo.

A expectativa é de chegadas limitadas de importações à Índia, o que pode sustentar preços locais. No entanto, a oferta de óleo de mostarda tem ajudado a moderar o ritmo de alta.

As lavouras de colza e mostarda são plantadas no inverno na Índia. A nova safra deve chegar ao mercado a partir do próximo mês, ditando o ritmo das negociações locais e globais.

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