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Startup de saúde mental mira 10 milhões de beneficiários até 2030

Starbem mira dez milhões de vidas até 2030, com receita de R$ 350 milhões, focando saúde mental para PMEs e inteligência artificial para otimizar serviços

Sócios da Starbem redirecionaram o negócio para o segmento B2B, principalmente pequenas e médias, que têm menos condições de pagar o benefício para seus funcionários.
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  • A Starbem, criada pelo cardiologista Leandro Rubio, mira atingir dez milhões de vidas atendidas até 2030, com cinco milhões de consultas e receita de R$ 350 milhões nesse mesmo período.
  • A empresa foca em saúde mental no modelo B2B para micro, pequenas e médias empresas, após tudo começar no formato B2C que não decolou.
  • Hoje, cerca de setenta por cento dos atendimentos são de psicólogos, dez por cento de nutricionistas e o restante de outras especialidades; o plano mais vendido prevê uma consulta com nutricionista, duas com médicos e quatro sessões de trinta minutos com psicólogos, com opção de dobrar tempo abatendo créditos.
  • Para dois mil e vinte e seis, a Starbem projeta faturamento de quarenta e seis milhões de reais, quarenta e cincocentos mil consultas e um milhão de vidas sob gestão; para 2030, a meta é dez milhões de vidas, cinco milhões de consultas e R$ 350 milhões de receita.
  • O mercado passa por mudanças regulatórias e tecnológicas: NR-1 deve ampliar a demanda por terapias, enquanto a empresa utiliza inteligência artificial para otimizar jornadas, sem substituir profissionais, incluindo suporte emocional 24 horas e integração das interações com a IA nas consultas.

A Starbem planeja cobrir 10 milhões de beneficiários até 2030, com foco em planos de saúde empresariais para PMEs. A startup foi criada pelo médico cardiologista Leandro Rubio, em São Paulo, durante a pandemia. O objetivo envolve ampliar acessos a atendimentos de saúde mental e outras especialidades.

Originalmente lançada para o varejo (B2C) em formato de assinatura, a empresa percebeu que o modelo não decolou e priorizou o B2B, voltado a empresas que não conseguem oferecer benefícios completos aos funcionários. Hoje, a Starbem concentra-se em PMEs.

A composição atual dos atendimentos é majoritariamente de psicólogos (cerca de 70%), com 10% de nutricionistas e o restante de 17 especialidades médicas. Os planos determinam uma quantidade fixa de sessões mensais para cada beneficiário.

Para o portfólio mais vendido, inclui-se uma consulta com nutricionista, duas com médicos e quatro sessões de 30 minutos com psicólogos. É possível dobrar o tempo de terapia abatendo sessões como créditos.

A empresa afirma ter três diretores, um para cada área, e usa gestão de dados para ajustar oferta e demanda. Um plano de carreira para profissionais também está em operação.

Mudanças no mercado

A Starbem aponta mudanças regulatórias e estruturais influenciando o setor. O Ministério do Trabalho deve exigir gestão de riscos ligados à saúde mental (NR-1), o que pode elevar a demanda por terapias. Rubio aponta que afastamentos por saúde mental impactam significativamente os cofres públicos.

A empresa também investe em inteligência artificial para melhorar a jornada do beneficiário. Na nutrição, a IA otimiza a entrega de cardápios, permitindo que o paciente saia da consulta com o cardápio pronto.

Na psicologia, a plataforma já oferece suporte emocional 24 horas via IA, com avaliação mensal pela equipe de psicólogos. Rubio enfatiza que a IA é um complemento, não uma substituição de profissionais, e que futuras consultas poderão consultar o histórico recente interagido com a IA.

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