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Funcionário da administração Trump promove criptomoedas no sistema bancário

O OCC avança com a entrada de cripto no sistema bancário federal, abrindo charters nacionais e acesso às rails do Federal Reserve, sinalizando mudanças regulatórias de grande impacto

The US banking regulator just invited crypto firms into the Federal Reserve payment system and removed the approval requirement.
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  • O Comptroller of the Currency, Jonathan Gould, sinalizou que firmas de criptomoedas como Ripple e Crypto.com podem buscar cartas bancárias nacionais e entrar no sistema financeiro dos EUA.
  • Gould também pretende rescindir orientação de Biden que exigia aprovação supervisória antes de lidar com ativos digitais, facilitando operações de custódia e stablecoins.
  • Bancos tradicionais criticam a entrada de novos membros, receando acesso direto aos trilhos de pagamento do Federal Reserve sem exigências de capital rigorosas.
  • A medida acompanha o alinhamento com o grupo de trabalho do presidente para mercados de ativos digitais, que pede um relatório sobre stablecoins até julho de 2025.
  • A mudança busca evitar fuga de liquidez para a União Europeia, com o objetivo de manter a liquidez de stablecoins no país, diante da competição internacional e do potencial mercado de trilhões de dólares até 2030 ($3 trilhões).

A supervisão financeira dos EUA acelera a integração de criptomoedas ao sistema bancário. Jonathan Gould, controller of the currency, sinaliza que grandes empresas cripto como Ripple e Crypto.com podem pleitear cartas nacionais de banco. A estratégia mira permitir que marketplaces de pagamento ingressem no sistema regulatório federal.

Gould vem atuando para rescindir orientação da era Biden que exigia aprovação supervisionar antes de lidar com ativos digitais. Essa mudança pode acelerar operações de custódia e stablecoins, configurando o fim do que muitos descrevem como entrave regulatório.

A movimentação não é apenas regulatória. Acesso aos rails de pagamento do Federal Reserve e a capacidade de aceitar depósitos diretos são vistas como gargalos para capital institucional investir em cripto. A ideia é remover esse obstáculo.

O que muda na prática

Antes, instituições que queriam operar com cripto precisavam de autorização explícita para cada passo. Hoje, o caminho é permissivo, salvo proibições específicas. Ripple e outras empresas podem construir bancos diretos, reduzindo intermediários e usando FedNow ou Fedwire para liquidação.

Repercussões para o setor financeiro

Bancos tradicionais contestam a medida, argumentando que novos entrantes teriam acesso às rails sem cumprir plenamente regras de capital. A disputa envolve equilíbrio entre inovação e prudência financeira. Além disso, o cenário regulatório pode influenciar custos e velocidade de operações.

Perspectivas regulatórias e econômicas

A iniciativa acompanha propostas do Grupo de Trabalho do Presidente sobre Mercados de Ativos Digitais, com relatório de stablecoins esperado até julho de 2025. A autoridade regulatória atua com base em poderes existentes, sem depender de nova legislação.

Impactos e riscos

Estima-se um mercado de stablecoins na casa de trilhões de dólares até 2030, o que torna o custódia de ativos digitais e a liquidação direta com bancos cruciais para quem busca participação nesse mercado. A indústria cripto, porém, encara o risco de contratempos regulatórios caso haja endurecimento de regras.

O movimento indica uma tendência de aproximação entre cripto e sistema financeiro tradicional, com a administração sinalizando clareza regulatória para operações de grande escala.

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