- A CPMI do INSS aprovou convites para o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e para o ex-presidente Roberto Campos Neto, para esclarecer a participação da autoridade monetária em autorizações a bancos ligadas a fraudes contra aposentados e pensionistas.
- Os convites não obrigam os dirigentes a comparecer.
- Foi aprovado ainda um requerimento para que a CPI do Crime Organizado compartilhe dados sigilosos de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro preso Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, investigado por suspeitas de fraudes em crédito consignado.
- A CPMI entende que o Banco Central não atua diretamente nos atos dos bancos, mas busca informações sobre como as instituições operavam e se prestavam contas à autoridade monetária; estima-se que R$ 6,3 bilhões tenham sido cobrados irregularmente de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.
- O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, afirmou a necessidade de ouvir o atual e o ex-presidente do BC, especialmente pelo período em que as fraudes ocorreram.
A CPMI do INSS aprovou convites para que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e seu antecessor, Roberto Campos Neto, prestem esclarecimentos sobre a atuação da autoridade monetária em autorizações a bancos envolvidas no esquema bilionário de fraudes contra aposentados e pensionistas. Por serem convites, os dirigentes não são obrigados a comparecer.
A comissão também aprovou um requerimento para que a CPI do Crime Organizado compartilhe dados dos sigilos do empresário e pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro preso Daniel Vorcaro, ligado ao banco Master, que já foi liquidado. A instituição financeira é investigada por suspeitas de fraudes na concessão de crédito consignado.
Embora o Banco Central não tenha envolvimento direto nos atos praticados por bancos e financeiras investigados, a CPMI busca informações sobre como as instituições trabalhavam e se prestavam contas à autoridade monetária sobre essas transações. Estima-se que R$ 6,3 bilhões tenham sido cobrados irregularmente de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024, período em que Campos Neto esteve à frente da autarquia.
“Considerando que compete ao Banco Central do Brasil cumprir e fazer cumprir as disposições legais e as normas do Conselho Monetário Nacional, faz-se necessária a oitiva de presidente e ex-presidentes da instituição, especialmente daqueles que presidiram o órgão durante as fraudes”, afirmou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana.
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