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Haddad deixa a Fazenda e disputa governo de SP

Haddad deixa a Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo; não conquista restauração fiscal, mas aprova reforma tributária e registra arrecadação recorde

Petista deixará o cargo sem ter conseguido realizar a restauração fiscal desejada pelos mercados (Foto: Bloomberg)
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  • Fernando Haddad deixa o Ministério da Fazenda na quinta-feira, 19, para concorrer a cargo eletivo, possivelmente governador de São Paulo.
  • Dário Durigan, vice de Haddad, deverá substituí-lo no Ministério da Fazenda, conforme anúncio de Lula.
  • Haddad ficou conhecido por aprovar a reforma tributária e pela arrecadação recorde ao aumentar impostos sobre ricos, bancos e empresas de apostas.
  • O governo não conseguiu a restauração fiscal desejada pelos mercados; a dívida pública segue em elevação e as regras orçamentárias estão deteriorando.
  • Haddad é visto como provável herdeiro político de Lula e pode seguir influente no governo ou em uma futura candidatura presidencial.

Fernando Haddad deixará o Ministério da Fazenda na quinta-feira, 19, para concorrer a um cargo eletivo. Ele deverá anunciar, no fim da tarde, a sua candidatura ao governo de São Paulo, estado estratégico para as chances de reeleição do presidente Lula.

A mudança coloca Haddad em rota de colisão com o governador Tarcísio de Freitas, apontado como favorito à reeleição. Freitas já lidera as pesquisas no estado, após vencer com folga há quatro anos.

Lula confirmou que o vice de Haddad, Darío Durigan, substituirá o ministro na Fazenda. A troca integra um reajuste na equipe econômica, que inclui também a iminente saída da ministra do Planejamento, Simone Tebet, para disputar as eleições.

Mudança na equipe econômica

Haddad liderou esforços para sustentar as contas públicas após a pandemia, tentando manter um equilíbrio entre gastos e receita. O objetivo de restauração fiscal permaneceu desafiador, com a dívida em alta e regras orçamentárias sob pressão.

O ministro teve avanços significativos, como a aprovação de uma reforma tributária e o aumento de tributos a setores de alta renda, bancos e empresas de apostas. Essas medidas contribuíram para financiar programas sociais de Lula.

Analistas avaliam que Haddad deixou o cargo com a percepção de que consolidou uma base para a agenda econômica do governo, ainda que as metas de superávit primário para 2026 tenham ficado longe de ser atingidas segundo o mercado. A trajetória dele é marcada pela defesa de tributação sobre elites e grandes tomadores de recursos.

Espera-se que Haddad apareça no palanque paulista para fortalecer a estratégia de Lula no pleito, mantendo margem de atuação do governo em um dos estados mais relevantes do país. As mudanças na equipe econômica seguem com ajustes adicionais em preparação para o ciclo eleitoral.

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