- Distribuidoras Vibra, Raízen e Ipiranga foram autuadas pela ANP para apurar elevações de preços consideradas injustificadas.
- A ANP afirmou não ter identificado restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico.
- A ação ocorre em meio a alta do petróleo e a cancelamento de leilões de gasolina e diesel pela Petrobras, que aumenta incertezas de oferta.
- Senacon notificou as distribuidoras para apresentarem esclarecimentos sobre custos e possíveis aumentos sem justa causa, em um esforço de defesa do consumidor.
- Além dessas, outras companhias como Nexta, Ciapetro Distribuidora de Combustíveis, TDC Distribuidora de Combustíveis S/A e Masut também foram autuadas na operação.
As maiores distribuidoras de combustíveis do Brasil — Vibra, Raízen e Ipiranga — foram autuadas pela ANP em uma operação para apurar possíveis elevações injustificadas de preços. A ação ocorreu nesta semana, no contexto de tensões no abastecimento e de volatilidade internacional.
A fiscalização alcançou ainda outras empresas, entre elas Nexta, Ciapetro Distribuidora de Combustíveis, TDC Distribuidora de Combustíveis S/A e Masut. Ao todo, 145 postos e 17 distribuidoras em 12 estados e 63 municípios passaram pelo procedimento.
Segundo a ANP, a operação visa verificar se houve abusos no preço de diesel e gasolina, em meio a cancelamentos de leilões da Petrobras e a uma disparada de preços após o início de tensões no Oriente Médio. Não houve identificação de restrições ao fornecimento.
A Vibra afirmou colaborar com a Senacon e manter transparência, destacando cenário de restrições de oferta recentes. A Ipiranga alegou que valores são influenciados por custos de importação e logística, ressaltando o ambiente de livre concorrência. A Raízen não comentou no momento.
A ANP informou que não identificou, até o momento, restrições à manutenção das atividades ou à disponibilidade de combustíveis no mercado doméstico. As ações seguem em andamento e podem implicar sanções caso haja prática abusiva.
A Senacon concedeu prazo de 48 horas para que as distribuidoras apresentem esclarecimentos sobre custos e aumentos. O objetivo é esclarecer impactos sobre os preços praticados ao consumidor.
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