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Economistas: recessão nos EUA só se o petróleo chegar a US$ 138 por semanas

Economistas apontam que a recessão dos EUA ocorreria apenas se o petróleo ficar acima de US$ 138 por barril por semanas, com inflação estável e crescimento sustentável

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  • Economistas dizem que não há recessão nos EUA nos próximos meses, a menos que o petróleo atinja US$ 138 por barril e fique nesse nível por semanas.
  • A projeção é de crescimento do PIB em cerca de 2% neste ano, acima do limiar para recessão (duas quedas trimestrais consecutivas).
  • A inflação deve ficar em torno de 2,5% ao ano, mesmo com a guerra entre EUA e Irã e o consequente aumento do petróleo.
  • O aumento do preço do petróleo pode puxar a inflação, mas, na visão dos especialistas, não deve comprometer o crescimento enquanto não ultrapassar o patamar de US$ 138.
  • O Federal Reserve tende a manter as taxas de juros baixas até o fim do ano para estimular a economia.

O mercado financeiro dos EUA não prevê recessão nos próximos meses, a menos que o preço do petróleo alcance US$ 138 por barril e permaneça nesse patamar por semanas. A leitura é de uma pesquisa do The Wall Street Journal com economistas e analistas do setor.

A maioria dos especialistas projeta crescimento acima de recessão, com o PIB dos EUA estimado em cerca de 2% neste ano. O medo de contração em dois trimestres seguidos não se confirma na leitura atual.

A pesquisa aponta que a inflação não deve subir de forma expressiva, mesmo com a guerra entre EUA e Irã que tende a pressar os preços do petróleo. A inflação fica projetada em torno de 2,5% ao ano.

O estudo destaca que a alta do petróleo pode impulsionar a inflação sem comprometer o crescimento, desde que o preço não ultrapasse o patamar crítico de US$ 138 por barril. Acima disso, o cenário pode mudar.

O Federal Reserve tem mantido juros em patamar baixo para estimular a economia, com expectativa de continuidade nesse nível até o fim do ano, mesmo com pressões inflacionárias pontuais.

Impacto do petróleo e da geopolítica

Segundo os economistas consultados, o efeito inflacionário do petróleo tende a ser temporário. A continuidade do crescimento depende da trajetória de preços e de respostas de política monetária.

O levantamento indica que a inflação pode subir com choques de oferta, mas a maior parte dos avaliadores não vê risco imediato de recessão. O Fed pode ajustar a política caso haja volatilidade persistente.

A pesquisa consolidada pela imprensa indica, portanto, que o cenário-base continua estável para o curto prazo. Economistas acompanham de perto a relação entre petróleo, inflação e crescimento.

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